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Para MST, aliança com movimentos urbanos é muito positiva

Manifestações junto com movimentos por moradia fazem parte da Jornada Nacional pela Reforma Agrária do MST de 2014, realizada entre os dias 28 de abril e ontem (10)
Publicado por Redação RBA
08:11
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Rivaldo Gomes/Folhapress
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Integrantes MTST e de outros movimentos socais ocuparam na quinta-feira (8) a sede da Odebrecht em São Paulo

São Paulo – O coordenador da direção nacional do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), Delwek Mateus, afirma que a ocupação no prédio da Odebrecht, em São Paulo, junto com o Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) e o coletivo Resistência Urbana é “muito importante e tem a marca da indignação dos trabalhadores com esse modelo econômico que privilegia essas empresas”. Para Delwek, o balanço das ações desenvolvidas pelo MST neste ano é positivo, e a aliança com grupos urbanos tem a perspectiva de articular uma resistência frente ao modelo econômico que privilegia as grandes empresas.

“São empresas que se beneficiam de recursos do Estado. No caso da Odebrecht principalmente, porque ela tem investimento no exterior com grandes extensões de terra”, afirma o militante, em entrevista à Rádio Brasil Atual. Desde o ano passado, com as manifestações de junho em todo país, cresceu a mobilização dos movimentos sociais. “Para nós, isso é muito importante, não basta só o MST fazer lutas, é preciso que outras categorias da classe trabalhadora também participem do processo.”

O MST completa 30 anos em 2014, e as ações realizadas entre os dias 28 de abril e ontem (10) fazem parte da Jornada Nacional pela Reforma Agrária, realizada todos os anos. Segundo o coordenador da direção nacional do movimento, nesse período estão ocorrendo muitas ocupações de terra no interior de todo o Brasil, marchas em todos os estados do país e ocupações de órgãos estaduais e federais.

Além disso, as manifestações do MST neste ano ganharam a adesão de 45 universidades públicas e o militante considera que “a juventude vem assumindo um papel importante nesse processo de organização da participação da luta”. Na quarta-feira (7), o MST realizou audiência em São Paulo com o governador Geraldo Alckmin (PSDB) e com representantes da Superintendência do Incra para discutir a reforma agrária.

”Sem ruptura com o atual modelo latifundiário de terras no Brasil não haverá reforma agrária.” Para Delweko, o movimento não atingiu uma correlação de forças políticas suficiente para romper com a concentração de terras, e o histórico modelo latifundiário sofreu “pequenos ajustes”, mas não mudou.

Ouça a reportagem realizada pela Rádio Brasil Atual: