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Fidel ironiza "abertura" de Obama a Cuba

Ex-presidente de Cuba afirma que presidente dos Estados Unidos ainda não conseguiu compreender que 50 anos de "bloqueios e crimes" não foram capazes de dobrar o povo da ilha
por Redação da RBA publicado , última modificação 29/09/2011 15h08
Ex-presidente de Cuba afirma que presidente dos Estados Unidos ainda não conseguiu compreender que 50 anos de "bloqueios e crimes" não foram capazes de dobrar o povo da ilha

Em menos de uma semana, o ex-presidente de Cuba escreveu três artigos manifestando sua opinião (Foto: Ricardo Stucker/ PR)

São Paulo – O líder Fidel Castro ironizou as declarações do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, de que está disposto a uma nova relação com Cuba desde que “Cuba tome os passos apropriados”. Em um novo artigo, o terceiro em menos de uma semana, o ex-presidente cubano afirmou que é mais fácil cair o “império” norte-americano que a firmeza do povo da ilha.

“Que simpático! Que inteligente! Tanta bondade não lhe permitiu compreender ainda que 50 anos de bloqueios e de crimes contra nossa pátria não puderam dobrar nosso povo”, ironizou Fidel Castro. Desde 1962, o país sofre um embargo comercial, instaurado ainda durante a Guerra Fria, como forma de impôr restrições econômicas por causa da adoção de um regime socialista, então próximo à União Soviética.

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Na terça-feira (27), Obama condicionou sua mudança de atitude à demonstração de "uma série intenção por parte de autoridades cubanas". Ao ser questionado sobre o fim do embargo que prejudica a população da ilha, o presidente indicou que responderá de maneira positiva caso assista a "movimentos positivos". "Estamos tentando mandar um sinal de que estamos abertos a uma nova relação caso Cuba tome os passos apropriados", ressaltou

O texto de Fidel tem como centro a decisão da Justiça da Flórida de negar a libertação de René González, um dos cinco heróis cubanos detidos nos Estados Unidos desde 1998 por investigar – e evitar –  ataques terroristas promovidos por grupos anticastristas sediados em Miami contra pontos turísticos da ilha. A história é contada no livro Os últimos soldados da Guerra Fria, de Fernando Morais.

González já cumpriu a sentença que lhe foi imposta em solo norte-americano, mas foi proibido de regressar a Cuba, onde vive sua família. “A inabalável resistência dos patriotas cubanos é simbolizada por nossos cinco heróis. Eles jamais cederão! Jamais se renderão!”, pontuou Fidel.