Pátria Grande

Instituto Lula promove curso para enfrentar a extrema direita na América Latina

Iniciativa pretende fortalecer a formação política e a integração entre os movimentos progressistas da América Latina, com foco na realidade político-eleitoral dos países da região

Reprodução/SomosTelam
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Argentina de Milei, um dos novos expoentes da extrema direita na América Latina, é um dos temas do curso

São Paulo – Em parceria com institutos, partidos políticos e instituições de ensino da América Latina, o Instituto Lula promove, a partir do mês que vem, o Curso Internacional Realidade Política e Eleitoral da América Latina. Em pauta, a necessidade de combater o avanço da extrema-direita na região.

Nos países em que há conjunturas favoráveis, o desafio é fortalecer os movimentos populares para enfrentar os radicais de direita. Nos países nos quais a situação é desfavorável aos movimentos sociais e de esquerda, a proposta é reconfigurar as estruturas políticas.

Nesse sentido, o seminário se propõe a estudar a história, o presente e o futuro dos países latino-americanos. Assim como as oportunidades e desafios transversais para a região. Em foco estão tanto os cenários eleitorais locais, como a construção contínua de um horizonte político justo e soberano. Ao mesmo tempo, segundo os organizadores, a iniciativa fortalece a formação política e a integração regional entre os povos da chamada Pátria Grande.

O curso é inteiramente gratuito, bastando se inscrever para participar. Além disso, as aulas ocorrerão aos sábados, em formato híbrido, via Zoom e nas sedes presenciais em cada país organizador.

Além do Instituto Lula, participam o Instituto Nacional de Formación Política (INFP), do partido Morena, do México; o Instituto Pátria, fundado pela ex-presidenta argentina Cristina Kirchner; o Instituto para la Democracia Eloy Alfaro (Idea), ligado ao ex-presidente equatoriano Rafael Correa; e partidos de esquerda colombiana que apoiam o atual presidente Gustavo Petro. Outra instituição engajada na iniciativa é a Universidad Internacional de las Comunicaciones (Lauicom), da Venezuela.

As aulas

A aula inaugural, no dia 6 de maio, tem como tema História, presente e futuro da Pátria Grande. Principais desafios políticos atuais. Principais desafios nos processos eleitorais. Na sequência, serão oito aulas que se debruçam sobre as especificidades dos países da região.

11/05: Equador: O projeto em luta. Memórias da presidência de Rafael Correa. A Declaração de Estado de Emergência y o conflito interno

18/05: Venezuela: Um povo soberano. A disputa por recursos estratégicos

25/5: Colômbia: Potência da Vida e da Paz. A proposta de Gustavo Petro, Francia Márquez, Colômbia Humana e o Pacto Histórico. A construção da soberania

01/06: Brasil: Presidências de Lula e o combate à pobreza. Desafios e avanços do terceiro mandato. A ultradireita e a figura de Bolsonaro

08/06: Situação na América Central e no Caribe

Honduras: O governo de Xiomara Zelaya

Guatemala: Os desafios do presidente Arévalo

Cuba: As bandeiras da revolução no século 21

15/06: Argentina: A era Milei. A democracia em debate. A defesa dos direitos. O embate contra o Estado

22/06: Paraguai: Narcopolítica versus soberania energética

29/06: México: A Quarta Transformação. Eleições presidenciais num continente em disputa. Resistência às pressões da mídia.

06/07: A situação em outros países da região.

Por fim, serão mais quatro sessões que abordam os desafios da integração regional latinoamericana:

13/07: Organizações da região. O presente da CELAC, da UNASUL e da OEA.

20/07: O papel dos Estados Unidos da América. Sua influência na região. Blocos de poder e multilateralismo.

27/07: A região diante da nova configuração de poderes e dos BRICS. Relações com a China e a Rússia.

03/08: Uma utopia do Sul. Propostas para o futuro da região. 



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