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Mau exemplo de combate à pandemia, Brasil ultrapassa 111 mil vítimas da covid-19

O Brasil é o segundo país mais afetado pela pandemia de covid-19 no mundo. A comparação com o cenário global revela o descaso do poder público

CC.0 Wikimedia
Profissionais de saúde são especialmente vulneráveis à covid-19

São Paulo – O Brasil teve 1.212 mortes causadas pela covid-19 oficialmente confirmadas nas últimas 24 horas. Desde o início do surto, em março, a doença provocada pelo novo coronavírus já deixa 111.100 mortos, de acordo com o Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass). As informações foram atualizadas no início da noite desta quarta-feira (19).

Em número de novos casos, o país registrou mais 49.298 infectados no período, totalizando 3.456.652. Os números não retratam a realidade da pandemia no Brasil, que é um dos países que menos aplica testes para a covid-19 no mundo. A subnotificação é denunciada pela ciência desde o início do surto e reconhecida até mesmo por autoridades.

O Brasil é o segundo país mais afetado pela pandemia, atrás apenas dos Estados Unidos, (5.571.840 casos e 173.979 mortos). Porém, aquele país testa muito mais – cerca de 100 casos negativos para cada positivo. Esta taxa está em torno de cinco negativos para um positivo no Brasil.

Dados consolidados pelo Conass

Mundo

O Brasil ocupa o epicentro da pandemia de covid-19 no mundo desde o início de junho, quando passou a registrar mais de mil mortes diariamente. Sozinho, o país tem quase duas vezes o número de mortos do que os 11 países da América do Sul somados. A Argentina, que promoveu intensas medidas de prevenção ao contágio, com medidas de distanciamento social sérias adotadas pelo governo, tem 223.518 casos e 6.064 mortos.

Outro caso de sucesso no controle é Cuba. A ilha caribenha tem boas políticas públicas em relação à medicina ao longo de sua história. Com intenso controle de casos, o país socialista tem 88 mortos e 3.408 casos confirmados. Cuba tem pouco mais de 11 milhões de habitantes, quase o mesmo número da cidade de São Paulo. A maior cidade do país, sozinha, tem 10.761 mortos e 240.115 casos, números maiores do que toda a China, primeiro epicentro da doença.

Em geral, governadores e prefeitos pelo Brasil passaram a suspender as medidas de proteção no pior momento da pandemia. Enquanto isso, o governo Bolsonaro sempre minimizou a doença, apesar das notícias que vinham da Europa e da Ásia.


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