#OLEOCAUSTO

Deputada quer transformar plenário da Câmara em comissão geral para discutir crime ambiental

“Será possível convidar Executivo, sociedade civil e todas as demais instâncias que podem colaborar na busca por soluções”, afirmou Marília Arraes

ag. câmara
Marília: o óleo atingiu cerca de 2 mil km de praias e 900 toneladas de óleo foram retiradas, graças ao trabalho de voluntários

São Paulo – A deputada Marília Arraes (PT-PE) enviou requerimento ao presidente da Câmara, Rodrigo Maia, para que seja efetuada a transformação de uma sessão plenária em comissão geral da Câmara dos Deputados. Com essa medida, a parlamentar espera abrir o plenário para uma ampla discussão sobre o crime ambiental que atinge as praias do nordeste, com o derramamento de óleo em alto mar.

“Com a instalação da Comissão Geral será possível convidar, para o Plenário da Casa, representantes do Executivo, da sociedade civil e de todas as demais instâncias que podem colaborar na busca por soluções”, afirmou a deputada hoje (23) em sua conta no Twitter.

Marília disse que também está promovendo uma coleta de assinaturas para a instalação de uma Frente Parlamentar em Defesa do Litoral Brasileiro. E que enviou requerimentos de informações aos ministérios da Defesa e do Meio Ambiente para que sejam prestadas contas sobre as ações do governo, “quais os próximos passos e uma série de outros dados que possamos aferir a eficácia do trabalho que vem sendo feito pela Presidência da República, seus ministérios e demais estruturas vinculadas”.

Por enquanto, o óleo atingiu cerca de 2 mil quilômetros de praias. Novecentas toneladas de óleo foram retiradas, graças ao trabalho de voluntários. Marília diz que outras medidas serão tomadas, de acordo com avaliações técnicas.

Contra a omissão de Bolsonaro

Ativistas de Recife realizam no sábado (26), às 14h, ato na Assembleia Legislativa de Pernambuco em protesto pela “omissão institucional que sofremos, literalmente, na pele. Nosso povo não pode se expor a mais risco, precisamos cobrar dos órgãos competentes”.

“A União, A Marinha do Brasil, o Ibama e o Governo do Estado não estão agindo com o tempo e a habilidade necessária, enquanto nossas praias e nosso povo está sendo contaminado”, afirmam também os ativistas. “Dizemos um basta ao OLEOCAUSTO, desastre ambiental ainda sem causa determinada. A certeza que nós temos é o despreparo e má-vontade das nossas instituições”.