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Caso Bancoop: Ideli critica promotor por ausência; defesa vê caso encerrado no Senado

Único a comparecer em audiência, Vaccari fala mais de quatro horas sobre os problemas da cooperativa. Senadora diz que caso é eleitoreiro
por Paulo Salvador, especial para a Rede Brasil Atual publicado , última modificação 30/03/2010 17h05
Único a comparecer em audiência, Vaccari fala mais de quatro horas sobre os problemas da cooperativa. Senadora diz que caso é eleitoreiro

Vaccari respondeu às perguntas sobre a Bancoop por mais de quatro horas (Foto: Marcia Kalume/Agência Senado)

Brasília - A senadora Ideli Salvatti (PT-SC) ficou insatisfeita ao deixar o plenário da audiência pública conjunta realizada, nesta terça-feira (30), pelas Comissões de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle (CMA) e de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH). Segundo ela, o promotor José Carlos Blat, do Ministério Público de São Paulo, deveria estar presente para justificar as acusações e dizer o porquê de a denúncia ainda não ter sido formalizada à Justiça.

“Hoje, que seria uma oportunidade de quem está fazendo as acusações apresentar provas, argumentos e explicar o porquê de até agora não ter aberto o processo judicial, (os acusadores) simplesmente fugiram da audiência”, disse. O promotor Blat alegou problemas pessoais para não participar do encontro.

Dos três convidados a dar esclarecimentos, apenas o ex-presidente da Bancoop e tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, apareceu. O outro convidado, Lúcio Bolonha Funaro sequer justificou a falta. Por se tratar de um convite das comissões, não havia obrigação de comparecer.

Campanha política

A senadora foi a última a falar e argumentou que a audiência parecia mais campanha política do que discussão sobre os problemas da Bancoop. “As perguntas são dirigidas ao PT. Parece que é crime ser do PT”, disparou.

Para ela, essa estratégia da oposição é eleitoreira. “Isso faz parte de uma estratégia, porque a oposição vai continuar dizendo que isso não foi esclarecido, e vamos continuar com o assunto no Senado", resumiu.

"Ficou claríssimo: não é ONG e não cabe levar para a CPI e não tem dinheiro público. É uma situação de uma cooperativa com problemas que precisam ter a solução. A Justiça inclusive está cuidando com um acordo judicial que está em andamento, para essas pessoas tenham direito ao imóvel que pagaram ou ao recebimento do dinheiro que aplicaram”, disse à reportagem da Rede Brasil Atual.

Para o advogado da Bancoop, Pedro Dallari, o assunto no Senado está encerrado. “O João Vaccari permaneceu depondo por quatro horas e meia e respondeu a questões formuladas por mais de uma dezena de senadores, que se referiram a todos os aspectos da Bancoop", avalia. "Portanto, no âmbito do Senado o assunto está esgotado", completa.

Na visão de Dallari, uma eventual insistência em trazer Vaccari novamente seria uma demonstração de que se trata, exclusivamente, do fato de que ele ser atualmente tesoureio do PT. "Ele não tem mais nenhuma relação com a cooperativa", disse.

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