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Palestina é reconhecida como Estado observador pela Assembleia da ONU

por Agência Brasil publicado , última modificação 30/11/2012 10h50

Palestino durante manifestação de apoio aos esforços de Mahmoud Abbas para reconhecer a Palestina como um Estado soberano (©Suhaib Salem/REuters)

São Paulo – A Autoridade Palestina foi elevada ao status de Estado observador em votação encerrada na noite da quinta-feira (29) na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU). As informações são da BBC Brasil.

Milhares de palestinos saíram às ruas para comemorar a decisão. Multidões tomaram a cidade de Ramallah sacudindo bandeiras, soltando fogos de artifício e gritando "Deus é o maior".

A delegação palestina na ONU desdobrou uma bandeira logo após o resultado da votação sobre a resolução de elevação do status. Ela foi aprovada por 138 votos a 9 na Assembleia Geral das Nações Unidas. Israel e os Estados Unidos votaram contra.

A votação foi em grande parte apenas simbólica, mas garante aos palestinos o direito de integrar agências e órgãos da ONU.

Na América Latina, a Palestina teve apoio integral do Brasil, Argentina, Chile, Peru, Venezuela, Cuba e Nicarágua. A campanha em favor da resolução foi lançada, há dois anos, pelo presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas. Na ocasião, esbarrou em resistências no Conselho de Segurança da ONU.

Na União Europeia, os palestinos contaram com o apoio da Finlândia, Espanha, França, Áustria, Irlanda, Grécia e Dinamarca.

Apenas o Vaticano detinha o status de Estado observador na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas. O status permite que a delegação acompanhe os temas debatidos pela ONU e manifeste-se, mas sem direito a voto. No entanto, para os palestinos, esse é o primeiro passo para avançar na campanha em favor da criação do Estado independente da Palestina.

Nascimento

O presidente palestino, Mahmoud Abbas, havia pedido mais cedo à ONU que concedesse a “certidão de nascimento” da Palestina. Declarou que esta seria a "última chance" de salvar uma solução para o conflito com Israel.

Israel e os Estados Unidos se opuseram à resolução. O governo israelense disse que ela provocaria um retrocesso nas negociações de paz.