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Violência no Rio

Witzel é cobrado por plano de segurança pública após alta nas mortes por policiais

Letalidade policial fez 305 vítimas em dois meses, o que corresponde a uma morte a cada quatro horas e meia. Pesquisadores e movimentos contestam lógica do confronto adotada no estado
Publicado por Redação RBA
09:19
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TVT/Reprodução
Bruna da Silva Alerj

Bruna da Silva (ao centro), mãe de jovem morto pela polícia, cobra para que nenhuma criança seja vítima da violência

São Paulo – Representantes de movimentos sociais, pesquisadores e lideranças políticas cobraram do governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSC), um plano de política de segurança pública que resguarde o direito à vida da população e dos policiais, em audiência da Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa realizada nesta quinta-feira (28).

De acordo com as denúncias dos participantes, as operações policiais nas favelas e periferias do estado violam, cotidianamente, o estado democrático de direito, a partir da lógica de confronto que, segundo os representantes, vem sendo intensificada por Witzel.

Só entre janeiro e fevereiro deste ano, a letalidade policial bateu recorde, em 16 anos, registrando 305 óbitos, uma morte a cada quatros horas e meia, de acordo com dados do jornal Folha de S. Paulo.

“Esse modelo de operação e essa lógica de confronto não favorece ninguém. Ela mata todos os dias na periferia, ela viola direito, porque é isso, ficar 30 dias sem aula é um horror, e ela mata o policial”, descreve a coordenadora da ONG Redes da Maré, Shirley Rosendo, em entrevista à repórter Adriana Maria, do Seu Jornal, da TVT.

Contrários à aposta no confronto direito, como a ação ocorrida nesta quarta-feira (27) no Complexo da Maré, na zona norte da capital fluminense, em que a polícia usou um helicóptero para atirar em direção à favela deixando ao menos duas pessoas mortas e outras duas feridas, pesquisadores defendem a profissionalização da força policial.

“A gente não quer ver crianças terem a vida ceifada no meio do caminho porque estavam brincando e jogando bola, ou porque foram comprar um salgado”, afirma Bruna da Silva,  mãe do jovem Marcos Vinicius, que foi morto a caminho da escola por um tiro disparado pela Polícia Militar, na Maré, em junho de 2018, quando o Rio estava sob intervenção federal na segurança pública.

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