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Manuela D’Ávila: ‘Ele não, e eles que não amam o Brasil também não!’

Candidata a vice de Haddad afirma que desenvolvimento do país passa pela revogação da reforma trabalhista e da emenda do teto de gastos, que congela investimentos por 20 anos
Publicado por Redação RBA
08:51
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Cris Rodrigues
Manuela

Manuela falou ao lado de Ana Estela, possível primeira-dama do país, e Ana Bock, candidata a vice-governadora de SP

São Paulo – No ato político #PrimaveraDasMulheres, realizado no centro da cidade de São Paulo na noite desta terça-feira (25), a candidata à vice-presidência da República Manuela D’Ávila (PCdoB) disse que não existe plano de desenvolvimento no Brasil “se as mulheres não forem parte central desse projeto”. A manifestação promovida pelas mulheres começou com uma caminhada a partir da Praça da República.

Manuela defendeu a equiparação da remuneração entre homens e mulheres e o fim do teto de gastos, determinado pela Emenda Constitucional 95, que congela investimentos governamentais por 20 anos. “Cada vez que o Estado falta na creche, na escola, no posto de saúde, são as mulheres neste país que respondem por essas ausências”, afirmou.

O desenvolvimento brasileiro passa pela revogação da reforma trabalhista, disse. “E isso tem relação com a liberdade das mulheres. Metade das mulheres brasileiras, quando são mães, não consegue um emprego no primeiro ano de seus filhos. Imagine com a terceirização da atividade-fim, com o negociado valendo sobre o legislado!”

Sem mencionar o nome do candidato Jair Bolsonaro (PSL), combatido por uma legião de mulheres nas redes sociais, Manuela disparou, ao final do discurso: “Ele não, e eles que não amam o Brasil também não!” 

Manuela falou ao lado de Ana Estela, professora e possível primeira-dama do país, e a psicóloga Ana Bock, candidata a vice-governadora de São Paulo na chapa encabeçada por Luiz Marinho (PT).

Ricardo StuckertHaddad em Campinas
Ato da campanha de Fernando Haddad e Luiz Marinho, candidato ao governo de SP, em Campinas

Haddad: sem triunfalismo

Mais cedo na terça-feira, em entrevista coletiva na cidade de Campinas (interior de São Paulo), o candidato do PT à presidência, Fernando Haddad, evitou um discurso triunfalista a respeito das pesquisas de intenção de voto que mostram rápida ascensão de sua candidatura após a oficialização de seu nome em substituição ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

“Tem um caminho longo ainda. Pode não parecer, mas dez dias, no momento atual, é muito tempo. Nossa campanha é propositiva, sem ataques nem pessoais, nem partidários. Estamos recebendo ataques fortes de outros candidatos, mas não vamos revidar, porque o Brasil está precisando de mais diálogo.”

Diante da insistência de repórteres sobre se o segundo turno já está definido, respondeu: “Nós não trabalhamos com hipóteses. Vamos trabalhar até o dia 7 para ampliar nossos votos.”

Questionado sobre afirmações segundo as quais o PT era “amigo” do governo Hugo Chávez na Venezuela, afirmou que os governos petistas respeitaram as instituições e a democracia, ao contrário de adversários.

“Governamos 12 anos, um período de normalidade democrática. Quem rompeu o pacto democrático no Brasil, e eles próprios reconhecem, foi o PSDB. Quem tem que se explicar não somos nós. Eles não respeitaram o resultado de 2014. Um deles já reconheceu (em referência ao ex-presidente do PSDB e senador cearense Tasso Jereissati).