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guerra jurídica

Defesa de Lula retira pedido de soltura do STF para 'não correr riscos'

Candidato a vice na chapa petista, Fernando Haddad explicou que recurso poderia ser usado para julgar a elegibilidade. Defesa pede ainda, ao TRF4, para que ex-presidente vá a debate
por Redação RBA publicado 06/08/2018 19h37, última modificação 06/08/2018 19h48
Candidato a vice na chapa petista, Fernando Haddad explicou que recurso poderia ser usado para julgar a elegibilidade. Defesa pede ainda, ao TRF4, para que ex-presidente vá a debate
Reprodução
Haddad e Gleisi

Haddad: 'Coordenador do plano de governo, posso dar explicações necessárias sobre como sair da crise"

São Paulo – Após visita ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em Curitiba, a presidenta do PT, senadora Gleisi Hoffmann (PR), e o ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad, candidato a vice-presidente da República na chapa com Lula, afirmaram que a defesa do petista recorreu ao Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) com pedido para que ele participe do primeiro debate televisivo, na próxima quinta-feira (9), na Band. Haddad informou ainda que os advogados de Lula decidiram retirar do Supremo Tribunal Federal (STF) pedido para que o ex-presidente seja solto. Isso porque, segundo avaliação dos advogados, a questão da elegibilidade poderia ser embutida no recurso pelo ministro Edson Fachin, relator da Operação Lava Jato no tribunal. Se o STF decidisse pela inegebilidade, Lula não poderia concorrer definitivamente.

“A impressão que nos causou, pelas declarações, é que seria usado o pedido de liberdade  para julgar a elegibilidade, o que não constava do pedido”, disse o ex-prefeito e coordenador do programa de governo. A decisão se deu “para não correr risco”, explicou. “E no dia 15 vamos levar a registro a nossa chapa.”

Na semana passada, Fachin defendeu celeridade no julgamento do recurso. A defesa de Lula rejeita a possibilidade de que o tema elegibilidade seja discutido no processo.

“Demos a Moro até o dia 15 para que ele apresente as provas contra Lula. Se isso não acontecer vamos registrar a candidatura”, prometeu Gleisi. “Haddad vai ser a voz de Lula”, inclusive para representar o ex-presidente em debates. Segundo ela, até uma decisão final da Justiça, Lula tem direito a participar de sabatinas e debates como candidato.

De acordo com Haddad, o pedido ao TRF4 é para que Lula vá ao debate ou possa indicar um representante. Questionado sobre seu papel em um debate, ele respondeu: "Tendo sido coordenador do plano de governo, posso dar explicações necessárias sobre como sair da crise que o governo Temer e seus aliados geraram no país”.