Triste "ranking"

Mundo tem 19 mil mortos por coronavírus, diz OMS. Itália em 1º. Espanha passa China

Segundo a OMS, até ontem foram quase 417 mil casos confirmados e perto de 19 mil mortes em todo o mundo

Vatican News
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São Paulo – A Espanha ultrapassou a China em número de mortos por decorrência da covid-19. Segundo dados divulgados nesta quarta-feira (25) pelo Ministério da Saúde, o país europeu tem agora 3.434 óbitos, sendo 738 nas últimas 24 horas e mais da metade na região de Madri. O total de casos registrados cresceu 20%, para 39.673.

Nesse triste “ranking”, os espanhóis ficam atrás apenas da Itália, que tem 7.503 mortes até agora, embora o número diário venha diminuindo – são 74.386 casos confirmados. A China, onde se acredita ter se conseguido certo controle da pandemia, o número oficial de óbitos é de 3.287.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o total de casos soma 416.686 – o número tem defasagem, porque os dados vão até terça-feira (24). Até agora, são pelo menos 18.589 mortes. As informações consideram 196 países, territórios ou áreas. Hoje (25), o Ministério da Saúde brasileiro atualizou para 2.433 o número de casos confirmados, com 57 mortes.

Prevenção

Entre os casos confirmados, a China tem 81.869, seguida da Itália, que na tabela da OMS aparecida ainda com um total de 69.176. Depois vinham Estados Unidos (51.914), Espanha (39.673), Alemanha (31.554) e Irã (27.017).

No dia 1º deste mês, foram 2.400 casos notificados no mundo, praticamente no mesmo nível do primeiro dia de fevereiro (2.600). Na última segunda-feira (23), o total confirmado chegou a 40.500, subindo para 41.200 ontem.

Na Espanha, apesar do crescimento do número de mortos por coronavírus, o Ministério da Saúde informou que também aumentou significativamente o total de pacientes curados, de foi de quase 3.800 para 5.367. O governo acredita que o país está perto de atingir o “pico” em relação aos contágios.

O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, defende as restrições para conter a pandemia. “Já perdemos mais de 16 mil pessoas (a declaração foi feita antes da atualização) e saberemos que perderemos mais. Quantas? Isso depende das ações e decisões que tomaremos agora”, acrescentou, voltando a falar sobre a quarentena. “A última coisa que os países precisam agora é reabrir escolas e comércios.”

Segundo ele, 150 países ainda não haviam registrado mais do que 100 casos. Isso dá a eles, afirmou, “a oportunidade de proteger a população da transmissão e evitar os custos sociais e econômicos já vistos em alguns países”.