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Fidel é enterrado depois de nove dias de homenagens

As cinzas de Fidel foram depositadas na manhã de hoje em cerimônia privada no cemitério Santa Ifigenia, em Santiago de Cuba
Publicado por Redação RBA
17:22
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Presidente Raúl Castro, irmão de Fidel, presta a última homenagem ao líder da Revolução Cubana

São Paulo – Os restos mortais do ex-presidente de Cuba Fidel Castro, morto no último dia 25, foram enterrados em cerimônia privada na manhã de hoje (4), no cemitério Santa Ifigenia, monumento nacional por seu valor histórico, arquitetônico e cultural, em Santiago de Cuba.

Segundo a jornalista Rosa Miriam Elizalde, do site Cubadebate, o mausoléu onde descansará eternamente Fidel é feito de pedra de granito polida, que pesa mais de 2,4 quilos por centímetro quadrado.

A cerimônia não foi transmitida pela TV cubana e teve participação apenas de convidados, como os ex-presidentes brasileiros Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff e o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, e da Bolívia, Evo Morales.

Para milhares de pessoas que estavam na Praça Major General Antonio Maceo, na noite de ontem, o presidente Raúl Castro, disse que as cinzas de Fidel seriam depositadas próximas do mausoléu do herói nacional José Martí. Milhares de pessoas participam da última parada da caravana percorrida desde segunda-feira (28).

O ato de ontem reuniu milhares, com a presença de chefes de governo, representantes de países e personalidades, como Lula, Dilma, Maduro, o jogador argentino Diego Maradona e o vitorioso atleta cubano em salto em altura Javier Sotomayor.

Caravana

O corpo de Fidel foi cremado na manhã do dia 26, e o enterro deste domingo encerra a série de atos fúnebres realizados em homenagem à memória de Fidel, como parte dos nove dias de luto decretados pelo governo cubano por nove dias.

As primeiras homenagens começaram na segunda-feira, quando cubanos de Havana esperaram mais de seis horas para assinar o livro com o compromisso com a Revolução Cubana e passaram pela sala fúnebre montada no Memorial José Martí, para um último adeus ao líder revolucionário.

Na terça, um ato reuniu mais de 2 milhões de pessoas e chefes de governo de outros países, em frente ao memorial, sendo encerrado com um discurso do irmão de Fidel e atual presidente de Cuba, Raúl Castro.

A partir da quarta-feira, um cortejo com as cinzas percorreu o interior do país, numa repetição da Caravana da Liberdade, que marcou a vitória dos revolucionários que derrubaram o regime de Fulgêncio Batista, em 1959. Fazendo o percurso inverso ao da caravana, o cortejo passou por Mayaveque, Matanza, Santa Clara, Santo Espírito, Ciudad de Ávila, Camaguey, Las Tunas, Olguín e Bayamo até chegar a Santiago.

A última parada foi o ato de deste sábado.

 

Com informações do Opera Mundi e Granma

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