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Avós da Praça de Maio completam 35 anos de luta na Argentina

Há pouco menos de duas semanas a organização anunciou em Buenos Aires o descobrimento da 107ª neta
por Do Opera Mundi publicado 22/10/2012 14h52, última modificação 22/10/2012 14h55
Há pouco menos de duas semanas a organização anunciou em Buenos Aires o descobrimento da 107ª neta

Estima-se que cerca de 500 crianças e bebês nascidos entre 1975 e 1980 foram adotados ilegalmente e separados de suas famílias por agentes do terror estatal (Foto: Divulgação Abuelas de la Plaza de Mayo)

São Paulo – As Avós de Praça de Maio completam hoje (22) 35 anos de luta e busca incessante por netos apropriados durante a última ditadura militar argentina. Até o momento, 107 crianças conseguiram ter suas identidades resgatadas.

Há pouco menos de duas semanas, no dia 9, a organização anunciou em Buenos Aires o descobrimento da 107ª neta, uma jovem da província de Córdoba. Estima-se que cerca de 500 crianças e bebês nascidos entre 1975 e 1980 foram adotados ilegalmente e separados de suas famílias por agentes do terror estatal.

Além da busca pelos netos sequestrados, outras ações emblemáticas das Avós foram a busca pela comprovação dos centros clandestinos de detenção, por onde passaram mulheres grávidas, a luta pelo julgamento de crimes de lesa-humanidade e a reivindicação de punição proporcional para todos os responsáveis.

Neste ano, o primeiro presidente da ditadura, Jorge Rafael Videla, foi condenado a 50 anos de prisão pelo Plano Sistemático de Roubo de Bebês. De acordo com o Centro de Estudos Legais e Sociais (Cels), 1.861 pessoas, entre civis e militares, estão ou já estiveram envolvidos em casos de crimes cometidos durante a ditadura. Desse total, 244 já foram condenados.