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Historiador Eric Hobsbawm morre em Londres aos 95 anos

O estudioso teve sua obra marcada por análises marxistas da História
por Redação da RBA publicado , última modificação 01/10/2012 11h33
O estudioso teve sua obra marcada por análises marxistas da História

São Paulo – O historiador britânico Eric Hobsbawm morreu hoje (1) em um hospital em Londres. Ele tinha 95 anos e estava internado por conta de uma pneumonia.

Considerado um dos maiores historiadores do século XX, Hobsbawm é autor da trilogia que marcaram a historiografia sobre o “longo século XIX”, os livros “A Era das Revoluções”, “A Era do Capital” e “A Era dos Impérios”, sobre o período entre 1879 e 1914, datas da Revolução Francesa e do início da Primeira Guerra Mundial, respectivamente.

O intelectual marxista nasceu em Alexandria, no Egito, em 1917, quando o país estava sob domínio britânico. Viveu na Áustria, na Alemanha e na Inglaterra. Aos 14 anos, em 1936, se filiou ao Partido Comunista da Grã-Bretanha e durante a Segunda Guerra Mundial integrou o exército britânico contra os nazistas. Ele também foi ligado ao Partido Trabalhista britânico.

Com mais de dez livros publicados, sua obra foi marcada por estudos da História pelo viés das lutas de classe. “A História Social do Jazz”, e “Os Trabalhadores: Estudo da História do Operariado”, são outras publicações importantes do autor. Seu livro mais recente, “Como mudar o mundo”, uma compilação de estudos e artigos sobre o marxismo, é de 2011.

Hobsbawm foi professor de História no Bikbeck College, da Universidade de Londres, e da New School for Social Research de Nova Iorque.

Em 2003 Hobsbawm veio ao Brasil para participar da primeira edição da Festa Literária Internacional de Paraty (Flip). Em encontro com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2011, em Londres, o historiador elogiou a figura política de Lula, afirmando que ele "ajudou a mudar o equilíbrio do mundo ao trazer os países em desenvolvimento para o centro das coisas". Ele também afirmou que o ex-presidente foi o “verdadeiro introdutor da democracia no Brasil”. E ninguém o havia feito nunca na história desse país.