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Itália enfrenta greve nesta segunda contra medidas de austeridade

Trabalhadores devem parar por três horas no final do expediente contra a política de corte de benefícios e salários
por Redação da RBA publicado 12/12/2011 14h52
Trabalhadores devem parar por três horas no final do expediente contra a política de corte de benefícios e salários

São Paulo - Os principais sindicatos italianos convocaram para esta segunda-feira (12) uma greve de três horas no final da jornada de trabalho contra as medidas de ajuste implementadas pelo primeiro ministro, Mario Monti, para enfrentar a crise econômica.

Antes de decidirem pela paralisação, a Confederação Geral dos Trabalhadores, a Confederação de Sindicatos de Trabalhadores e a União de Trabalhadores pediram em vão no domingo (11) a Monti que modificasse a política de cortes e benefícios e salários com o objetivo de cumprir compromissos externos, à qual classificam como pouco equitativa.

Eles protestam contra um imposto sobre imóveis, o aumento na idade para aposentadoria e cortes nos ajustes para repor a inflação para quase todos os pensionistas, exceto aqueles que ganham o mínimo.

Monti explicou, em um comunicado divulgado logo depois de reunir-se com os sindicalistas, que havia dado explicações e esclarecimentos sobre as reformas implementadas e a necessidade de levá-las adiante devido ao fato de a Itália encontrar-se em uma situação econômica e financeira de extrema emergência.

Monti reconheceu que o orçamento é severo e disse esperar mais que apenas um dia de greves, mas afirmou que não tinha alternativa a não ser tomar as medidas de austeridade para impedir que a Itália sucumba à crise da dívida e coloque o euro em risco.

"Os trabalhadores e os pensionistas são aqueles que mais pagam em uma crise", disse a secretária-geral da CGIL, Susanna Camusso, em entrevista ao jornal La Repubblica publicada nesta segunda-feira. "Nós estamos enfrentando uma situação extremamente séria no front social."

Jornais italianos disseram que mais de mil emendas foram pedidas pelos partidos italianos no Parlamento. O orçamento prevê cortes líquidos de 20 bilhões de euros.

O sindicato do setor de metalurgia Fiom, afiliado à CGIL, está em greve contra novas condições anunciadas pela Fiat para seus trabalhadores. A Fiat já impôs as medidas mais rígidas em três fábricas e deve retomar as conversas para fechar acordo com sindicatos em Turim nesta segunda-feira, apesar da oposição do Fiom. A Fiat não revelou o efeito da greve para suas operações. As unidades da empresa já operam abaixo da capacidade, por causa da demanda fraca por carros. As informações são da Dow Jones

 

Com informações da Agência Estado e da Agência Telam

 

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