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Wikileaks suspende atividades por falta de recursos

por Redação da RBA publicado 24/10/2011 12h28, última modificação 24/10/2011 15h44

São Paulo – O fundador do WikiLeaks, Julian Assange, anunciou nesta segunda-feira (24) a suspensão da difusão de documentos confidenciais para concentrar-se na arrecadação de recursos para a manutenção e sobrevivência do projeto. Assange informou que a medida é resultado do bloqueio de operadoras de cartões de crédito que impede doações à organização.

Integrantes do Wikileaks, que tem em Julian Assange seu principal expoente, emitiram um comunicado para explicar a atitude. “Vamos suspender temporariamente as operações de publicação para arrecadar fundos agressivamente e contra-atacar com o objetivo de assegurar nossa sobrevivência futura”, indica a nota.

Entre as empresas que bloquearam recursos da organização estão Bank of America, Visa, Mastercard, PayPal e Western Union. Assange permanece detido no Reino Unido em prisão domiciliar à espera da conclusão de um julgamento de extradição para a Suécia devido a acusações de supostos abusos sexuais.

Desde 2010, o Wikileaks revelou documentos secretos do exército e da diplomacia dos Estados Unidos pelo mundo, além de pacotes específicos de outros países, como a Islândia. O primeiro caso a ganhar repercussão internacional foram as mensagens relacionadas à investida do exército norte-americano no Iraque e no Afeganistão. Depois, no chamado "Cablegate", 250 mil telegramas de embaixadas e consulados dos Estados Unidos pelo mundo.

Com informações do Sul21