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Acordo permite maior participação de Cuba no Mercosul

Líderes do bloco vão emitir declaração condenando racismo e homofobia
por Redação da RBA publicado , última modificação 16/12/2010 19h37
Líderes do bloco vão emitir declaração condenando racismo e homofobia

São Paulo - Países membros do Mercosul assinaram nesta quinta-feira (16) um acordo de consultas políticas com Cuba que permite maior participação do país nas reuniões do bloco integrado por Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai.

O ministro das Relações Exteriores brasileiro, Celso Amorim, ressaltou que o acordo é de grande simbolismo político e abre passagem a integração de Cuba ao Mercosul. "O Mercosul ia se desintegrar. Apesar das previsões pessimistas, ele está avançando", afirmou o ministro.

Um plano de ação voltado a comércio, investimentos e imigração também foi lançado nesta quinta-feira. Os quatro países aceitaram unificar suas regras relativas a garantias de investimentos, leis antitruste e políticas automotivas. Houve também o comprometimento na eliminação de barreiras para os setores de serviços e isenções tarifárias para determinados produtos.

Dentro de dez anos, os veículos dos países do Mercosul deverão rodar com placas unificadas. Isso vai permitir a livre circulação de carros, motos, ônibus e caminhões entre o Brasil, a Argentina, o Paraguai e o Uruguai.

Racismo e homofobia

Os presidentes dos países do Mercosul decidiram emitir uma declaração especial de condenação e repúdio ao racismo e à homofobia no término da 40ª cúpula do bloco.

O texto da declaração foi aprovado nesta quinta e defende a garantia do respeito e da promoção dos direitos humanos dos imigrantes e de suas famílias. Também ressalta a importância do Mercosul se tornar um espaço regional de livre circulação de pessoas.

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