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Zelaya pede vigilância internacional para cumprimento de acordo

Secretário-geral da OEA afirma que parlamentares hondurenhos devem deixar de retórica e devolverem o poder ao presidente legítimo
por Redação da RBA publicado , última modificação 03/11/2009 19h32
Secretário-geral da OEA afirma que parlamentares hondurenhos devem deixar de retórica e devolverem o poder ao presidente legítimo

O governo legítimo de Honduras pediu nesta terça-feira (3) que a comunidade internacional mantenha a vigilância sobre o cumprimento do Acordo Tegucigalpa. O Congresso hondurenho deve se manifestar ainda nesta semana sobre o retorno do presidente Manuel Zelaya ao cargo, dando fim a mais de quatro meses de crise. A medida foi acordada na semana passada entre depostos e golpistas, sendo que os últimos ainda não se deram completamente por vencidos.

Em um comunicado, Zelaya reitera que “o cargo de Presidente da República constitucionalmente eleito pelo povo hondurenho para um mandato de quatro anos não está em discussão”.

O secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), José Miguel Insulza, foi na mesma linha e afirmou que os parlamentares hondurenhos devem deixar de retórica, aprovando rapidamente a volta ao poder de Zelaya.

"Todo o mundo espera que o Congresso decida o tema, porque foi o Congresso, em 28 de junho, que tomou a decisão de nomear o senhor (Roberto) Micheletti", destacou Insulza, contando desejar que isso seja feito "logo". 

A OEA, que desde o início rechaçou o golpe, considera que o povo hondurenho anseia pelo fim dos problemas e aventa a possibilidade de realizar em Tegucigalpa a próxima assembleia do órgão, marcada para 16 de novembro. Até lá, a expectativa de Insulza é ter todos os problemas resolvidos para poder levantar as sanções impostas a Honduras.

Antes disso, no entanto, uma comissão encabeçada pelo ex-presidente chileno Ricardo Lagos e pela secretária de Trabalho dos Estados Unidos, Hilda Solis, fará uma inspeção para verificar o cumprimento do acordo.

Com informações da TeleSur e da ANSA.

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