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Gestão Covas demite André Sturm, secretário de Cultura

Prefeitura anunciou o produtor cultural e fundador do bloco Acadêmicos do Baixo Augusta, Alê Youssef, como substituto

Marcus Leoni/Folhapress
André Sturm

André Sturm assumiu a secretaria de Cultura, em 2017, e deixa a pasta após uma gestão foi marcada por diversos desgastes

São Paulo – O prefeito de São Paulo, Bruno Covas (PSDB), demitiu o secretário municipal de Cultura, André Sturm, nessa segunda-feira (14). A gestão anunciou o produtor cultural e fundador do bloco Acadêmicos do Baixo Augusta, Alê Youssef, como substituto.

“Meu comprometimento será integral”, escreveu o novo secretário, por meio de seu perfil no Twitter. Youssef também disse que irá “abrir o diálogo, buscar inclusão e celebrar a diversidade”.

André Sturm assumiu a pasta, em 2017, após participar da direção do Museu da Imagem e do Som (MIS). Entretanto, ao longo de dois anos, sua gestão foi marcada por diversos desgastes. Logo que assumiu, foi alvo de protestos da classe artística, após o anúncio de um contingenciamento de 43,5% no orçamento da pasta. 

Na ocasião, em março daquele ano, artistas e produtores culturais instalaram geladeiras em frente à Secretaria de Cultura, no Largo do Paissandu, centro da cidade. O corte prejudicou a execução de diversos editais.

Em maio do mesmo ano, o secretário voltou a causar polêmica. Durante reunião na Casa de Cultura, na zona leste de São Paulo, Sturm ameaçou “quebrar a cara” do ativista cultural Gustavo Soares, membro do Movimento Cultural Ermelino Matarazzo. Contra a postura do secretário, cerca de 200 pessoas ocuparam a Secretaria Municipal de Cultura de São Paulo para exigir a sua saída.

Ainda em 2017, o Ministério Público de São Paulo (MP-SP) pediu a condenação e a suspensão dos direitos políticos de três secretários do ex-prefeito e agora governador João Doria (PSDB): André Sturm, Júlio Semeghini e Bruno Covas

Eles foram acusados de interferir na licitação de contratação do carnaval de rua. Na concorrência, a empresa que ganhasse teria o direito de explorar a venda de bebida alcoólica e fazer propaganda pelas ruas de São Paulo durante o carnaval. Segundo os promotores, os três secretários pediram para a empresa Dream Factory aumentar o valor da proposta para vencer a licitação.

No início deste ano, o Ministério Público de São Paulo abriu um inquérito civil contra o ex-secretário municipal de Cultura por improbidade administrativa. A ação se refere a um áudio, vazado em novembro de 2018, em que o secretário chantageia o Instituto Odeon, responsável pela gestão do Theatro Municipal.