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Monica Benício, viúva de Marielle Franco, pede liberdade para Preta Ferreira

"Quem não está do lado da luta de Preta, não está do lado da democracia. Quem não cobra justiça por Marielle, não está do lado da democracia", diz Monica Benício, em vídeo
Publicado por Tiago Pereira, da RBA
13:38
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Reprodução

A luta pela resolução do assassinato de Marielle já é conhecida. "E Preta Ferreira, já ouviu falar?"

São Paulo – A defensora dos direitos humanos Monica Benício, viúva da vereadora Marielle Franco (Psol-RJ), executada em março de 2018 em crime ainda não elucidado, cobra liberdade para Preta Ferreira. Ativista da luta por moradia, ela está presa preventivamente há mais de 100 dias, junto com outros líderes do Movimento Sem Teto do Centro (MSTC) e da Frente de Luta por Moradia (FLM), sob acusação de extorsão, por suposta cobrança de uma taxa de moradores em condomínios ocupados do centro de São Paulo.

“Marielle era vereadora no Rio de Janeiro, executada há um ano e meio num crime político, e o Estado ainda não respondeu quem mandou matá-la. Marielle era uma mulher negra, defensora dos direitos humanos. Ela você deve saber quem é. E Preta Ferreira, já ouviu falar?”, questiona Monica, em vídeo divulgado pelas redes sociais.

Na semana passada, o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) concedeu habeas corpus (HC) para a coordenadora da Frente de Luta por Moradia (FLM) Carmem Silva, mãe de Preta. Por falta de provas, ela também foi absolvida, em primeira e segunda instância, em processo que repete as acusações da ação criminal que mantém Preta detida.

Segundo Monica, é preciso reivindicar urgentemente a a liberdade da ativista, presa injustamente, sem provas, em mais um caso de prisão política que busca coibir a luta social pelo direito à moradia. “Quem não está do lado da luta de Preta, não está do lado da democracia. Quem não cobra justiça por Marielle, não está do lado da democracia. Aceitar a prisão de Preta e a execução de Marielle é aceitar a barbárie e o fim do Estado democrático de direito no Brasil.”

“Estou presa porque nasci mulher, preta, pobre, num país onde quem manda são os homens brancos, racistas e machistas. Estou presa porque briguei lá fora pelos meus direitos constitucionais. Quem deveria estar preso é quem não cumpriu com esses deveres. Moradia é um direito constitucional”, afirmou preta, em julho, durante entrevista à Rádio Brasil Atual realizada na Penitenciária Feminina de Santana, na zona norte da capital paulista.