Você está aqui: Página Inicial / Mundo / 2018 / 06 / Deputados da Argentina aprovam lei de despenalização do aborto

AMÉRICA DO SUL

Deputados da Argentina aprovam lei de despenalização do aborto

Texto segue para Senado e, se aprovado, irá para sanção do presidente Mauricio Macri. Manifestantes contra e a favor fizeram vigília no centro de Buenos Aires
por Redação publicado 14/06/2018 12h55, última modificação 14/06/2018 14h39
Texto segue para Senado e, se aprovado, irá para sanção do presidente Mauricio Macri. Manifestantes contra e a favor fizeram vigília no centro de Buenos Aires
CNDALSG/Reprodução
aborto russia.jpg

Manifestantes passaram a noite no centro de Buenos Aires pedindo a aprovação do projeto de aborto legal e seguro pela Câmara

Opera Mundi – A Câmara de Deputados da Argentina aprovou nesta quinta-feira (14), por 129 votos a 125, o projeto de lei que despenaliza o aborto até a 14ª semana de gestação. O texto segue ao Senado para ser votado e, caso seja aprovado lá, o presidente Mauricio Macri já anunciou que não vetará.

A sessão durou quase 23 horas, começando por volta das 11h30 (hora de Brasília) desta quarta-feira (13) e atravessando a madrugada desta quinta. A votação aconteceu pouco antes das 10h e, na hora da aprovação, ouviram-se gritos de "aborto legal no hospital!" dentro do plenário.

Inicialmente, o placar registrado havia sido de 131 votos a favor e 123 contra, com uma abstenção. Logo após a divulgação do resultado, dois deputados disseram que seus votos não haviam sido corretamente colocados, e o placar se alterou para 129 x 125, com uma abstenção.

O projeto autoriza a interrupção voluntária da gravidez, de forma segura, até a 14ª semana de gestação e gerou fortes reações contra e favor. Grupos pró e antiprojeto permaneceram mobilizados no centro de Buenos Aires desde o início da votação, e a comemoração dos que eram a favor da aprovação foi grande.

"Este é o século do direito das mulheres. Cedo ou tarde as jovens que seguram os lenços verdes vão conquistar o que pedem. Tiremos o aborto da clandestinidade. Unidas em nossas diferenças, que o aborto seja lei!", disse, sob lágrimas, a deputada governista Silva Lospennato, a última a falar a favor do projeto.