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conflito internacional

Palestina é vítima de apartheid e genocídio colonialista, diz professor

Em participação no Seu Jornal, da TVT, Marcelo Buzetto explica como os palestinos resistem aos interesses – e ataques – externos desde a fundação de Israel, há 70 anos
por Redação RBA publicado 17/05/2018 10h51, última modificação 17/05/2018 10h59
Em participação no Seu Jornal, da TVT, Marcelo Buzetto explica como os palestinos resistem aos interesses – e ataques – externos desde a fundação de Israel, há 70 anos
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'Palestina é um território que há 70 anos luta contra o regime colonialista', afirma coordenador internacional

São Paulo – O Estado de Israel completou 70 anos na última segunda-feira (14), porém o motivo de comemoração israelense não se aplica à população palestina, que é vítima de apartheid, genocídio e limpeza étnica. Essa é a afirmação de Marcelo Buzetto, professor professor de Relações Internacionais da Fundação Santo André coordenador da Campanha Global pelo Retorno à Palestina, em entrevista à TVT.

"A Palestina é um território que há 70 anos luta contra o regime colonialista, contra um regime marcado pelo apartheid, pelo genocídio e pela limpeza étnica. É o que Israel tem feito desde quando, anos atrás expulsou 800 mil famílias palestinas. Hoje, há 6 milhões de refugiados palestinos", denuncia Buzetto.

No mesmo dia 14, os Estados Unidos, aliados de Israel, inauguraram uma embaixada americana em Jerusalém, capital palestina. Para o professor a ação é uma violação do direito internacional e mostra a fragilidade de apoio dos israelenses. "É uma afronta para os palestinos, dificulta qualquer tipo de negociação e acordo. O governo de Israel, com Donald Trump, tem insistido neste equívoco. Como Israel está isolado e a comunidade internacional apoia os palestinos, é uma atitude desesperada de uma potência colonialista que vive uma crise.

Jerusalém é um dos motivos de guerra entre Israel e Palestina, que a revindicam como capital de seus países. Neste ano, Trump diz considerar a cidade como capital israelense, mas o professor discorda. "Jerusalém é a capital do estado palestino, a ONU considera isso desde 1947. Em 1967, na Guerra dos Seis Dias, Israel invadiu Jerusalém, ou seja, está ocupada militarmente por uma potência colonialista desde lá", explica.

Interesses

Buzetto conta que há diversos interesses de outras nações no território palestino, como os poços de petróleo. "Os principais interessados são os Estados Unidos, a própria Inglaterra e a França, que são os três países que sustentam Israel desde a sua criação. Eles perceberam que o crescimento do nacionalismo árabe e dos movimentos de libertação no mundo árabe poderiam ameaçar seus interesses."

Ele também diz que a localização geográfica do estado palestino é estratégica. "Sempre foi uma rota comercial marítima e terrestre. É o elo da Europa com África e Ásia, faz fronteira com o Egito e com o nordeste da África, banhada pelo Mar Mediterrâneo", explica.

Porém, o professor alerta que o apoio norte-americano a Israel não é gratuito. "Com a eleição de Donald Trump, o governo israelense se sentiu mais fortalecido e por isso está agindo com mais violência, acreditando na impunidade. Os EUA fazem isso porque querem algo em troca. Trump tem interesse também eme montar uma base militar em Israel", acrescenta.

Assista à entrevista ao Seu Jornal, da TVT