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Portugal anuncia aumento de impostos; sindicatos marcam greve geral

por Redação da RBA publicado 03/10/2012 17h02, última modificação 03/10/2012 18h11

Ministro das Finanças de Portugal, Vitor Gaspar, anunciou hoje que serão lançados novos impostos sobre o capital e propriedades de luxo ainda neste ano (Foto: Hugo Correia/Reuters)

Lisboa – O ministro das Finanças de Portugal, Vitor Gaspar, afirmou hoje (3) que o país vai aumentar impostos em diversos setores para garantir arrecadação suficiente para atingir as metas fiscais sob o resgate de 78 bilhões de euros. O imposto de renda subirá para uma taxa média de 11,8% ante os 9,8% atuais. Em 2013, haverá uma sobretaxa de 4% sobre o rendimento. As medidas constam da proposta de Orçamento para 2013 e visam a  cumprir a meta do déficit de 4,5% do Produto Interno Bruto (PIB). O ministro avisou que também serão lançados novos impostos sobre o capital e propriedades de luxo já neste ano. 

Gaspar disse que o governo vai propor ainda um imposto sobre transações financeiras e continuar o corte de gastos. No ano que vem, segundo ele, todas as medidas adicionais de austeridade equivalerão a 3% do produto Interno Bruto (PIB).

Em reação ao anúncio do governo, a maior entidade sindical portuguesa, a Confederação Geral de Trabalhadores Portugueses (CGTP), anunciou a realização de uma greve geral no dia 14 de novembro. 

"Esse é um programa autêntico de agressão contra os trabalhadores e o povo... As consequências para os trabalhadores e suas famílias são brutais – pobreza generalizada, piora drástica das condições de sobrevivência e da expectativa de vida", disse a CGTP em comunicado.

A União de Sindicatos de Lisboa convocou para amanhã (4), a partir das 18h, concentração de protesto contra as medidas de austeridade em frente à residência oficial do primeiro-ministro, Mário Soares. A partir de sexta-feira (5) e até dia 13, a CGTP vai promover a iniciativa “Grande Marcha Contra o Desemprego” em várias cidades.

Com agências