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Rival de Cristina, prefeito de Buenos Aires volta a criticar imigrantes

por Agência ANSA publicado , última modificação 30/12/2010 15h06

O prefeito de Buenos Aires, Maurício Macri, é conhecido pela defesa de uma agenda de combate a imigrantes e às mobilizações populares (Foto: Nahuel Padrevecchi. Governo da Cidade de Buenos Aires)

Buenos Aires - O prefeito de Buenos Aires, Mauricio Macri, disse na quarta-feira (29) que sua opinião contrária a imigrantes continua a mesma de semanas atrás, quando vinculou o grupo a criminalidade e ao narcotráfico, o que motivou protestos dos governos da Bolívia e do Paraguai e um pedido oficial de desculpas da presidente argentina, Cristina Kirchner. 

Ao anunciar obras para a região sul da cidade, um plano que trouxe uma série de protesto no setor, incluindo ocupações de prédios públicos, Macri, um empresário de direita, voltou a criticar a política nacional de admissão de imigrantes. 

Nos primeiros dias de dezembro, famílias carentes, entre elas muitas de imigrantes bolivianos, paraguaios e peruanos, se instalaram em uma parte do parque Indoamericano. Como consequência, houve uma primeira tentativa da polícia federal e municipal de desalojá-los por força do local.
  
As policias não conseguiram completar esse objetivo e se retiraram. Começaram então enfrentamentos que causaram três mortes (de dois bolivianos e de um paraguaio), com participação de habitantes da região que se opunham à ocupação e, segundo denúncias sendo investigadas, de homens armados.
  
Esses homens foram identificados como membros de violentos grupos de futebol e, segundo alguns vizinhos, do partido político do prefeito. Diante desses acontecimentos, o prefeito falou de uma "imigração descontrolada" que ligou a criminalidade. Consultado na quarta sobre essas declarações, Macri disse: "minha opinião é a mesma, porque o diagnóstico da situação não mudou nada".
  
Em uma critica direta ao governo do país, o prefeito -- que ambiciona chegar a presidência -- acrescentou que "hoje a Argentina não tem uma política habitacional e no que diz respeito à imigração, não sabe quem está chegando".
  
Ele também se queixou que a desocupação de outro prédio da zona tenha tomado 18 dias, por conta de uma decisão governamental de não usar força neste processo, apenas negociações e oferecimento de planos sociais.

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