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Presença de paramilitares da Colômbia em Honduras preocupa ONU

por Laura MacInnis publicado , última modificação 09/10/2009 10h54 © Thomson Reuters 2009. All rights reserved

Genebra - Especialistas em direitos humanos da ONU manifestaram preocupação nesta sexta-feira (9) com relatos de que ex-paramilitares da Colômbia teriam sido recrutados para proteger pessoas ricas e suas propriedades em Honduras, depois do golpe militar de junho no país.

O grupo de trabalho da ONU sobre o uso de mercenários disse que "informações disponíveis até agora" indicam que latifundiários contrataram 40 ex-membros do grupo Autodefesas Unidas da Colômbia para se protegerem da violência entre seguidores do governo de facto e os apoiadores do presidente deposto Manuel Zelaya.

Eles também citaram relatos de que 120 paramilitares de vários países vizinhos teriam sido levados a Honduras para apoiar o golpe do final de junho, que gerou a pior crise dos últimos anos na América Central.

"Exortamos as autoridades hondurenhas a tomar todas as medidas práticas para evitar o uso de mercenários dentro do seu território e investigar as acusações relativas à sua presença e suas atividades," disseram os cinco especialistas independentes em uma declaração conjunta divulgada em Genebra.

O grupo lembrou que Honduras é signatária de uma convenção internacional que proíbe o recrutamento, uso, financiamento e treinamento de mercenário. Os especialistas também manifestaram preocupação sobre "acusações de uso de dispositivos acústicos de longo alcance" por parte de policiais e de mercenários para incomodar Zelaya e seus seguidores, que refugiados na Embaixada brasileira em Tegucigalpa.

Fonte: Reuters

 

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