Pandemia não cede

Brasil registra 921 mortes por covid-19. São Paulo tem aceleração de casos

Aceleração de casos é maior em São Paulo, onde a pandemia mostra sinais de piora na capital e em outras cidades. O problema, de acordo com Haddad, “é de gestão”, nesse caso, a tucana de Covas e Doria

Rovena Rosa/EBC
Número de óbitos chegou a 40.549, e 1.167.422 casos da doença foram confirmados em São Paulo

São Paulo – O Brasil registrou mais 921 mortes em decorrência do novo coronavírus nas últimas 24 horas, de acordo com boletim deste sábado (14) do Conselho Nacional de Secretários da Saúde (Conass). Ao todo, 165.658 vidas já foram perdidas no país desde o início da pandemia. Outros 38.307 casos de covid-19 foram confirmados no último período, e o Brasil se aproxima de bater seis milhões de casos, com o total de 5.848.959 infectados. 

Nove estados e o Distrito Federal apresentam tendência de aumento na média de mortes. Entre eles, São Paulo, onde o número de óbitos chegou a 40.549, e 1.167.422 casos da doença foram confirmados. Os dados foram atualizados neste sábado após um “apagão” que impediu a notificação de casos graves e mortes durante oito dias pelo governo de João Doria (PSDB). De acordo com a gestão estadual, o sistema de registro do Ministério da Saúde apresentou problemas técnicos, que impediram o acesso. 

A aceleração de casos também é maior na capital paulista. Conforme apontado pela RBA, nesta semana, ao menos 65% dos leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) da rede privada estão ocupados. O número de pessoas em ventilação mecânica cresceu e o percentual de testes positivos também aumentou. O prefeito e candidato à reeleição, Bruno Covas (PSDB), contudo, vem ignorando os dados, e chegou a chamar de “fake news” o aumento de casos. 

Covas e Doria: também responsáveis

Em artigo publicado no jornal Folha de S. Paulo nesta sexta-feira (13), o ex-prefeito da capital, Fernando Haddad (PT), ressaltou que a postura de Covas e Doria mostra que os gestores tucanos contribuem em grande parte para a taxa nacional de 773 mortes por milhão de habitantes no Brasil. “São Paulo, cidade e estado, não adotaram as medidas que permitiram a países como China, Vietnã, Austrália e Nova Zelândia obter resultados sanitários e, consequentemente, econômicos satisfatórios: o protocolo Tris (testagem, rastreamento e isolamento com suporte)”, descreveu Haddad. 

O protocolo, mostra ele, foi usado por Edson Antonio da Silva, o Edinho Silva, prefeito de Araraquara, candidato à reeleição. Na cidade do interior paulista, a taxa é de 250 mortes por milhão.