#coragemMaia

Internautas pressionam para que Maia acolha pedido de impeachment

“São mais de 60 pedidos de impeachment, só depende de um gesto seu, e o último dia é hoje”, disse o deputado Nilto Tatto nas redes sociais

Marcelo Camargo / ABr
Maia e Bolsonaro: relações difíceis, agravadas pela postura do governo de negar ações de combate à pandemia

São Paulo – Com a hashtag #coragemMaia os internautas estão pedindo na manhã desta segunda-feira (1°) que o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, abra o processo de impeachment do presidente Jair Bolsonaro em seu último dia de mandato. “São mais de 60 pedidos de impeachment, só depende de um gesto seu, e o último dia é hoje! Você sabe que Bolsonaro anda comprando votos para dominar o legislativo #CoragemMaia, acate um deses pedidos de impeachment”, afirmou nas redes sociais o deputado Nilto Tatto (PT-SP).

Maia disse neste domingo que poderia instalar hoje a comissão que avaliaria se dá prosseguimento ou não ao processo de afastamento de Bolsonaro com base em um dos pedidos protocolados até agora. Ao todo, são mais de 60 pedidos de impeachment, que mobilizam internautas em torno da possível decisão de Maia.

A ameaça de acolher o pedido de impeachment ocorre por conta do partido de Maia, o DEM, ter abandonado a candidatura de oposição ao governo, do deputado Baleia Rossi (MDB-SP). A eleição que vai escolher a nova cúpula da Câmara e do Senado está marcada para esta segunda-feira (1º). Os partidos PSDB e Solidariedade também ameaçam abandonar a candidatura de Baleia Rossi.

Essa movimentação de forças em torno da disputa na Câmara nesta segunda trouxe à tona também entrevista que o ex-candidato à presidência Fernando Haddad deu para a TVT, a Rádio Brasil Atual e a RBA na sexta-feira (29). Na entrevista, Haddad aponta que quem sustenta Bolsonaro são o “MDB de Temer e o PSDB de Doria”.

“São essas duas figuras que de fato sustentam o governo Bolsonaro. Interessa a eles manter o governo Bolsonaro em função da agenda econômica do Guedes. O Guedes tem coragem de fazer aquilo que eles próprios tiveram dificuldade em fazer, que é cortar direitos trabalhistas, cortar direitos sociais, massacrar os trabalhadores deste país para aumentar as margens de lucro, porque na ideia deles só aumentando o lucro dos empresários é que o país vai voltar a crescer”, disse Haddad aos jornalistas Maria Teresa Cruz, apresentadora do Jornal Brasil Atual, Paulo Donizetti de Souza, editor-chefe da RBA.