Começar de novo

Plano de reconstrução é ‘projeto para o futuro’ depois do desmonte, afirma Mercadante

Seminário detalha propostas que abrangem “todas as áreas do Estado brasileiro”

Ricardo Stuckert
Mercadante, em seminário promovido pela Fundação Perseu Abramo: propostas de reconstrução do Estado brasileiro incluem diversas áreas da economia

São Paulo – “Reconstruir e Transformar o Brasil” é o tema de seminário promovido pela Fundação Perseu Abramo (FPA) e pelo PT nesta segunda-feira (19), para discutir o plano recentemente apresentado pelo partido com propostas contra a crise. Segundo o presidente da FPA, o ex-ministro Aloizio Mercadante, esse plano contempla todas as áreas do Estado brasileiro. “Estamos acompanhando monitorando e formulando”, disse o economista na abertura do seminário. O objetivo, acrescentou, é elaborar um “diagnóstico aprofundado” sobre a atual realidade histórica do país, que ele define como “complexa, difícil e trágica”.

Serão, no total, sete mesas temáticas, além da apresentação de um plano de dados. O encerramento será feito pelos ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff. O evento pode ser assistido pelo canal da FPA no YouTube e pela página da fundação no Facebook.

Plano tem propostas concretas

De acordo com Mercadante, o plano não traz apenas “conceitos e diretrizes”, mas “propostas concretas de ação política”. A preocupação principal, é apresentar um “projeto de futuro” para o Brasil, depois do processo de desmonte em andamento.

Ele citou, entre outros, o exemplo do auxílio emergencial, que “nasceu por inciativa do PT, da nossa bancada no Congresso Nacional”, enquanto o governo Bolsonaro não tomava qualquer iniciativa. O partido propôs auxílio equivalente a um salário mínimo, o Executivo falou em R$ 200, e o parlamento chegou no valor de R$ 600. Que caiu pela metade agora, com a Medida Provisória 1.000. “E 44% já não têm nenhuma proteção.”

Atraso no Brasil, esperança na Bolívia

Reconstruir o país
Wagner Santana, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC: “economia definha”

Primeiro a falar, o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, Wagner Santana, o Wagnão, lembrou que o BNDES vem reduzindo o volume de seus financiamentos. E que o país destina apenas 1,23% do PIB para pesquisa e desenvolvimento, ante 4,45% da Coreia do Sul. “São lógicas que apontam para o definhamento da nossa economia. Esse tipo de política que joga para o atraso”, comentou. Segundo ele, “a recuperação passa imediata e necessariamente pelo apoio e pelo suporte às pessoas mais necessitadas”, e pela distribuição de renda.

A presidenta do PT, deputada Gleisi Hoffmann (PR), falou diretamente da Bolívia, onde acompanhou o processo eleitoral que deu vitória ao candidato apoiado pelo ex-presidente Evo Morales. Um resultado “muito além das expectativas que nós tínhamos, foi uma derrota muita grande para a direita e para a extrema direita do país”. Segundo Gleisi, guardadas as proporções o processo “tem tudo a ver com o que aconteceu no Brasil”. Além disso, disse, mostra a importância da resistência, e sobretudo do enfrentamento e da esperança.  


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