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#ForçaLula: ex-presidente recebe solidariedade pela morte do neto

Arthur, de 7 anos, morreu nesta sexta-feira. 'Nessa hora de tragédia e de dor, desejo serenidade e paz à família de Lula para enfrentar tamanha perda', diz Dilma
Publicado por Redação RBA
15:15
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Lula e o neto Arthur

Arthur Araújo Lula da Silva, de 7 anos, era filho de Sandro Luis Lula da Silva, um dos três filhos do ex-presidente com Marisa

São Paulo – Após um dos netos do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva morrer, nesta sexta-feira (1º), diversas personalidades e líderes políticos prestaram solidariedade ao petista. No Twitter, a hashtag #ForçaLula era o assunto mais comentado até as 14h20. Arthur Araújo Lula da Silva, de 7 anos, era filho de Sandro Luis Lula da Silva, um dos três filhos do ex-presidente com Marisa Letícia. No Hospital Bartira, em Santo André, no ABC paulista, ele foi internado pela manhã com sintomas de meningite.

A ex-presidenta Dilma Rousseff se manifestou nas redes sociais em homenagem a Lula. “Meu abraço cheio de força, carinho e afeto a Marlene e ao Sandro. Nessa hora de tragédia e de dor, desejo serenidade e paz à família de Lula para enfrentar tamanha perda”, publicou.

A presidenta do PT, deputada federal Gleisi Hoffmann (PR), se disse triste com a notícia e desejou força ao presidente. “Estamos do teu lado, sinta nosso abraço e solidariedade. Faremos de tudo pra que você possa vê-lo. Força a família, aos pais Sandro e Marlene”, tuitou.

Fernando Haddad também se manifestou nas redes sociais. “Que Deus ampare a família Lula da Silva. Quanta dor!”, disse o ex-prefeito e ex-ministro, candidato à Presidência pelo PT em 2018.

Nota da Vigília Lula Livre

A Vigília Lula Livre vive hoje um dos momentos mais tristes e duros de todo o seu período de resistência. Nos solidarizamos imensamente com o presidente Lula devido ao falecimento de seu neto, Arthur Araújo Lula da Silva, de 7 anos. O choro e dor de cada militante presente na vigília deve ser estendido como força e carinho a Lula.

Esperamos veementemente que Lula não viva nenhum arbítrio e possa estar presente ao velório do neto.

Da nossa parte, garantiremos todo o respeito e condições necessárias para que, ainda hoje, Lula tenha o direito de se despedir do neto querido.

Esse respeito, calma e manutenção restrita ao espaço da Vigília no dia de hoje já foi orientado à militância da Vigília e apoiadores.

Em nota, os presidentes nacional de estadual (SP) da CUT, Vagner Freitas e Douglas Izzo, lembram a situação de preso político do ex-presidente e lamentam mais essa dor pela perda do neto. E cobram justiça: “Aguardaremos as ações da defesa do ex-presidente que deve entrar imediatamente com pedido para que a Justiça autorize Lula a sair da prisão para acompanhar o velório do neto”.

A forte ligação de Lula com sua família é observada pelo deputado estadual Teonilio Barba (PT-SP), metalúrgico e amigo pessoal do ex-presidente. “A notícia do falecimento de seu neto é mais um duro golpe para ele. Esperamos que dessa vez a justiça não cometa a desumanidade de impedir o nosso presidente de se despedir de seu neto.”

O professor Associado de Direito Processual Penal na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) Geraldo Prado lamentou a perda de Lula. Nas redes sociais, classificou o episódio como “mais uma dor em meio à injustiça”. “A meningite levou embora muitos sonhos e acrescentou mais essa imensa dor à injustiça do sofrimento imposto ao presidente e sua família, ele condenado arbitrária e politicamente por seu aberto adversário, atual ministro da Justiça do governo (Sergio Moro) que à época em que Lula governava lhe fazia oposição.” 

Velório

Outras lideranças se manifestaram em defesa da visita de Lula ao velório do neto. A defesa do ex-presidente já declarou que irá solicitar a saída da prisão. Em janeiro, Lula foi impedido pela Justiça de comparecer ao velório do irmão, Genival Inácio da Silva, o Vavá. 

“Espero que não cometam a indignidade, a inominável violência, de impedir que o presidente Lula compareça ao velório do seu neto. Minha solidariedade a ele e aos pais. Infelizmente conheço essa dor sem nome e sem tamanho”, publicou o governador do Maranhão, Flavio Dino (PCdoB).

O cineasta Kleber Mendonça Filho pediu “humanidade” por parte do Judiciário. “Eu entendo que o Brasil está canalha já há três anos, e piorando. Mas liberar Lula para velar o neto está previsto em Lei, e seria uma forma de até os mais cretinos mostrarem o mínimo de humanidade e cidadania”, disse.

A professora Débora Diniz, da Faculdade de Direito da Universidade Federal de Brasília (UnB), pediu que os direitos do ex-presidente sejam respeitados. “Lula foi proibido de ir ao enterro do irmão e do amigo. O neto de 7 anos acabou de falecer. Deixá-lo velar o neto é humanitário, se não conseguem garantir seus direitos”, tuitou.

Não conheci o pequeno Arthur. Sandro, seu pai, só vi uma vez. Lula conheço bem: posso imaginar sua dor – a de pais e avós que perdem filhos e netos é indizível, devastadora. Que os doutores da Lei não sejam cruéis e injustos, e garantam já o direito de Lula estar com os seus”, escreveu o ex-deputado Chico Alencar (Psol-RJ).

Amigo de Lula, o ex-prefeito e ex-ministro Luiz Marinho também lamentou. “Uma tristeza imensa essa notícia da morte do Arthur, neto do presidente Lula. Imensa a dor de todos nós e em especial da Marlene e do Sandro. Que Deus receba o pequeno Arthur de braços abertos e conforte os corações do Lula, da Marlene, do Sandro e de toda a família”, afirmou o atual presidente estadual do PT em São Paulo.

“Fico entre o pesar desse fato e a revolta pelo que estão fazendo com Lula e seus familiares”, disse o ex-presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC Rafael Marques. “Garotinho alegre que adorava o avô e se foi distante dele sentindo a falta da convivência com o Lula. Falta que muitos estão sentindo a cada dia de injustiça que se passa. Que Jesus receba a alma do Arthur.”

“Nada, nada justificará ou explicará impedir um preso, Lula ou qualquer outro, de comparecer para se despedir de um neto falecido. Quem tem neto sabe disto. Quem tem um mínimo de espírito solidário também”, afirmou em rede social o ex-senador e ex-ministro Cristovam Buarque (PPS-DF).