Home Política Bolsonaro e família gastam 16% a mais com cartão corporativo da Presidência
Débito ou crédito?

Bolsonaro e família gastam 16% a mais com cartão corporativo da Presidência

Órgão que registrou aumento é responsável pelas despesas do presidente e familiares. Na transição, ministro prometeu acabar com 'farra de gastos', uma das principais promessas de campanha
Publicado por Redação RBA
12:34
Compartilhar:   
Marcelo Camargo/Agência Brasil
Bolsonaro e Michelle

De acordo com reportagem, mais de 98% dos gastos da família Bolsonaro foram mantidos em sigilo

São Paulo – Os gastos da Presidência da República com cartões corporativos subiram 16% nos dois primeiros meses de mandato de Jair Bolsonaro, em relação à média dos últimos quatro anos para os meses de janeiro e fevereiro. Segundo reportagem do jornal O Estado de S. Paulo nesta quarta-feira (6), as despesas com cartões somam 1,1 milhão de 1º de janeiro até agora.  Do total, 98,6% dos gastos realizados pela Presidência foram mantidos sob sigilo

As informações foram requeridas à Controladoria-Geral da União (CGU). A cifra se refere apenas aos gastos realizados pela Secretaria de Administração da Presidência da República, responsável pelas despesas do mandatário, seus familiares e das residências oficiais. 

A reportagem lembra que, durante a transição, o ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, chegou a defender a extinção dos cartões corporativos, justificando o “novo tempo” que viria para acabar com o que chamava de “farra de gastos”. 

Questionada, a Secretaria de Comunicação do governo não explicou o aumento das despesas, nem a falta de transparência nas informações. Apenas R$ 15,5 mil do total de despesas pagas com cartão corporativo tiveram origem declarados e incluem pagamentos de material de papelaria e manutenção de veículos. 

Um dos casos citados é de um funcionário do Ministério da Defesa que pagou com cartão corporativo uma conta de R$ 500 em uma churrascaria no Rio de Janeiro.

Segundo o Estadão, o conjunto do governo gastou R$ 5,3 milhões nos cartões corporativos, o que representaria redução de 28% em relação à média dos últimos quatro anos. Contudo, não foram computadas todas as despesas de fevereiro, o que impede a comparação precisa.