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Gleisi: ‘Bolsonaro será cúmplice de qualquer coisa que acontecer com Jean Wyllys’

Após visita a Lula, presidenta do partido disse que ex-presidente está indignado. 'Bolsonaro não consegue cuidar do filho e quer se meter no país alheio”, ele afirmou, sobre a crise na Venezuela
Publicado por Redação RBA
19:13
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Reprodução
Gleisi

“Temos que enfrentar o que está acontecendo, não podemos baixar a cabeça”, disse Gleisi

São Paulo – Após visitar Luiz Inácio Lula da Silva em Curitiba, na tarde desta quinta-feira (24), a presidenta nacional do PT, senadora e deputada federal eleita Gleisi Hoffmann (PR), leu uma declaração do ex-presidente, na qual ele questiona a posição do governo Jair Bolsonaro sobre a Venezuela. “Qual é a moral desse governo que prendeu o adversário competitivo que tinha, seu maior adversário, fraudou as eleições com o Whatsapp pago com caixa 2? Qual moral que ele tem para falar do governo da Venezuela? Bolsonaro não consegue cuidar do filho e quer se meter no país alheio”, disse Lula.

Gleisi comentou também a decisão do deputado federal eleito Jean Wyllys (Psol-RJ) de deixar o país e falou da interpretação da imprensa internacional de que os tuítes de Bolsonaro fazendo “fazendo positivo” e comemorando um “grande dia” é para festejar a decisão do deputado do Psol. “Bolsonaro será cúmplice de qualquer coisa que acontecer com Jean Wyllys daqui para a frente”, disse ela.

“Quem comemora uma decisão dessa, de uma pessoa que está se sentindo ameaçada, que pode morrer, falando das milícias do Rio de Janeiro, que são ligadas à família Bolsonaro, dá a ele total responsabilidade pela vida e integridade do deputado”, acrescentou Gleisi. Porém, ela pediu a Wyllys que não deixe o país. “Temos que enfrentar o que está acontecendo, não podemos baixar a cabeça. Essa gente não pode ganhar no grito.”

Bolsonaro negou que comemorou a decisão do deputado do Psol em novo tuíte. “Fake News! Referi-me à missão concluída, reuniões produtivas com chefes de Estado, voltando ao país que amo, Bolsa batendo novo recorde na casa dos 97.000 e confiança no nosso país sendo restabelecida, isso faz de hoje um grande dia!”, escreveu o presidente.

A presidenta do partido questionou o ex-juiz e atual ministro da Justiça, Sergio Moro, sobre a situação dramática do país. “Onde está Sergio Moro, o pregador da moralidade, que dizia que ia ser duro com a corrupção?”

Segundo ela, Lula está bem, muito lúcido, com clareza sobre o que está acontecendo no Brasil, e indignado com a postura do atual presidente em relação a uma série de temas, destacando a questão da Venezuela. Lula afirmou, de acordo com seu relato, que é preciso enfrentar a situação: “Não baixem a cabeça”, pediu o ex-presidente.

O vice-presidente do PT, Marcio Macedo, afirmou que Lula se emocionou ao falar da vigília #Lula Livre e disse que inúmeras entidades, como MST, CUT e movimento sindical e social vão “rodar o país” em mobilização pela liberdade de Lula. Ele ironizou o “silêncio do juiz Sergio Moro”. “Apresente as provas. Cadê o Queiroz, cadê as milícias e os milhões movimentados pelo filho do Bolsonaro?”