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Eleições 2018

Carta-compromisso de Lula com o povo brasileiro será lida para oficializar Haddad

“Ao contrário de Vargas, que assinou uma carta-testamento, Lula assina uma carta-compromisso com o povo brasileiro”, disse o deputado federal Wadih Damous em Curitiba, em frente à Polícia Federal
por Redação RBA publicado 11/09/2018 15h37, última modificação 11/09/2018 16h33
“Ao contrário de Vargas, que assinou uma carta-testamento, Lula assina uma carta-compromisso com o povo brasileiro”, disse o deputado federal Wadih Damous em Curitiba, em frente à Polícia Federal
Reprodução
PT e Haddad

“Haddad no governo e Lula no poder”, diz deputado federal Wadih Damous em Curitiba

São Paulo – O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva assina daqui a pouco uma “carta compromisso com o povo brasileiro”. O documento será lido durante solenidade em que Fernando Haddad vai ser anunciado como substituto de Lula na cabeça de chapa da coligação Povo Feliz de Novo, com Manuela D’Ávila (PCdoB) como vice.

“Haddad no governo e Lula no poder”, disse o deputado federal Wadih Damous (PT-RJ) em frente ao prédio da Polícia Federal, onde militância do PT e da coligação chega, à medida em que “fica sabendo do que acontece no local”, nas palavras do deputado.

“Ao contrário de Vargas, que assinou uma carta-testamento, Lula assina uma carta-compromisso com o povo brasileiro”, acrescentou Damous. De acordo com ele, "o momento não é alegre", devido à situação de Lula e ao impedimento do registro após decisão do TSE.

“Mas, embora não seja um momento alegre, de lançar o presidente Lula, é um momento solene em que vamos mostrar aos fascistas que não temos medo deles e vamos ganhar as eleições”, afirmou o deputado.

Segundo ele, o ex-presidente “está muito bem, firme, bem humorado, com muita clareza do que está acontecendo no Brasil”. “Lula não coloca sua indignação acima do povo brasileiro. Vai assinar uma carta-compromisso com o povo brasileiro e hoje ele entra definitivamente na história brasileira.”

O partido aguardava pronunciamento do Supremo Tribunal Federal, com a expectativa de que a Corte adiasse o prazo dado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que se encerra hoje (11), para a mudança na chapa. A legenda pretendia o adiamento para dia 17, como determina a lei eleitoral. Mas a decisão do STF não veio.

"O Supremo resolveu ficar calado. Tanto Celso de Mello como Fachin não se pronunciaram. O Judiciário assumiu protagonismo ao contrário", disse Damous.

'Lula é um projeto'

O senador Lindbergh Farias (PT-RJ), em vídeo, não deixou de demonstrar indignação com a prisão e o impedimento da candidatura do ex-presidente, mas confirmou a substituição da cabeça de chapa. "Lula é candidato com o nome de Fernando Haddad, é o mesmo programa, o mesmo projeto. Lula não é só um operário nordestino que virou presidente. Lula é um projeto de país que inclui o povo."