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Vicentinho: ‘PF mente quando diz que não há ingrediente político na Lava Jato’

Aliados reúnem-se na sede do PT no centro de São Paulo para acompanhar os desdobramentos do depoimento do ex-presidente Lula à Polícia Federal
Publicado por Rodrigo Gomes, da RBA
12:39
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Alexandra Martins
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Vicentinho: “Não precisava fazer isso porque o ex-presidente sempre colaborou com as investigações”

São Paulo – Para o deputado federal Vicentinho (PT-SP), o depoimento coercitivo do ex-presidente Lula na Polícia Federal na manhã de hoje (4) em São Paulo representa uma “espetacularização da operação Lava Jato, porque o Lula é o único capaz de vencer a eleição em 2018”.

Vicentinho também diz que “não precisava fazer isso porque ele sempre colaborou com as investigações; quiseram criar uma comoção. A PF mente quando diz que fizeram isso para proteger o Lula ou que não há ingrediente político nessa operação”.

Vicentinho esteve nesta manhã na sede no partido no centro de São Paulo, onde cerca de 100 militantes se reuniram, sem qualquer incidente.

O deputado federal José Américo (PT-SP) diz que “a orientação do partido é que a mobilização dos militantes seja consciente, política, que tem nas redes a extrema direita se manifestando por conta do conflito, mas isso não é do feitio do PT”.

Ao comentar a operação Lava Jato, José Américo diz que a PF até agora não conseguiu explicar porque não esperou o STF se posicionar sobre quem é que deve investigar esse caso, que tem sido objeto do Ministério Público de São Paulo e do Ministério Público Federal, demarcando conflito de competências. “Tentaram criar um fato político e investigação que cria fato político é complicado. Como se explica o vazamento de ontem (sobre a suposta delação do ex-líder do governo Delcídio Amaral)? Tudo isso levanta suspeitas do viés político da operação”.

Para o membro da executiva nacional da CUT Julio Turra, “essa situação absurda corresponde a uma ofensiva maior da direita, dos grupos capitalistas no sentido de atacar os direitos dos trabalhadores”. Turra também diz que “atingir o Lula, é atingir a principal liderança que o movimento operário brasileiro construiu nos últimos 40 anos. E eles têm consciência. E nós achamos que haverá uma resposta em termos de mobilização. Entendemos que não é a pessoa física do Lula que está sendo ameaçada. E isso só confirma que a operação Lava Jato, endeusada pela mídia, é uma operação política, que atua com dois pesos e duas medidas”.

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