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Pesquisa mostra crescimento de avaliação positiva do governo Dilma

Para 56,6%, gestão é ótima ou boa. Avaliação pessoal da presidenta vai a 75,7%
por Vitor Nuzzi, da RBA publicado , última modificação 03/08/2012 13h20
Para 56,6%, gestão é ótima ou boa. Avaliação pessoal da presidenta vai a 75,7%

São Paulo – A segunda pesquisa CNT/Sensus referente ao governo Dilma Rousseff, divulgada hoje (3), mostra aumento da avaliação positiva, para 56,6% (13,4% de "ótimo" e 43,2% de "bom"), ante 49,2% em agosto do ano passado. A avaliação “regular” foi de 37,1% para 35,5%, enquanto a negativa caiu de 9,3% para 7%. Segundo o levantamento, a aprovação do desempenho pessoal da presidenta subiu de 70,2% para 75,7% e a desaprovação recuou de 21,1% para 17,3%. O instituto também fez simulações para a eleição presidencial de 2014, mostrando larga vantagem tanto de Dilma como do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre o senador Aécio Neves (PSDB-MG) e o governador de Pernambuco, Eduardo Campos, do PSB.

"A avaliação (de Dilma) continua muito alta, favorecida pelos programas sociais, principalmente o Bolsa Família e o Minha Casa, Minha Vida, e pela percepção de boa situação econômica do país", afirmou o presidente da Confederação Nacional do Transporte (CNT), Clésio Andrade.

Na comparação entre os governos Dilma e Lula, a avaliação predominante (48,2%) é de que estão iguais. Para 15,9%, o atual está melhor, enquanto 34,6% consideram melhor o anterior. Na expectativa dos entrevistados sobre os dois anos e meio restantes do mandato de Dilma, a avaliação é positiva para 62,3% (13,9% de “ótimo” e 48,4% de “bom”). Outros 30,3% esperam um governo “regular” e 5,5% têm visão negativa (2,6% de “ruim” e 2,9% de “péssimo”).

A pesquisa mostra certa estabilidade nos comentários sobre o comportamento de diversos itens. No emprego, por exemplo, 42% acham que a situação melhorou nos últimos seis meses, enquanto outros 42% acham que ficou igual e 12,8% consideram que piorou. Em agosto do ano passado, esses percentuais eram de 47,5%, 30,9% e 18,3%, respectivamente.

À pergunta sobre a expectativa em relação à economia até o final do ano, a maioria demonstrou otimismo. Para 53,7%, haverá crescimento. Outros 35,5% acreditam em estagnação e 6,4%, em queda. Quando a questão é sobre os reflexos da crise mundial, 60,8% afirmaram que não tiveram alterações em seus hábitos de compra e 38,4% disseram que deixaram de comprar algo. "A crise internacional ainda não é percebida pela população como um fator crítico. Apesar da pequena retração industrial, os altos índices de emprego favorecem a manutenção do otimismo no país", comenta o presidente da CNT.

Quanto à saúde, 16,4% acham que melhorou – eram 20,4% em agosto de 2011. Os que acham que não mudou passaram de 30,7% para 38,5%. A avaliação de "pior" caiu de 47,1% para 43,2%, mas ainda é a que tem maior número de respostas. "A questão da saúde deve ser uma ação prioritária para o governo, para que não se torne um ponto crítico no futuro", diz Andrade.

Em educação, predomina a avaliação de que "ficou igual": de 34,5%, em agosto de 2011, para 42,3% em julho deste ano. Para 27,2%, a situação melhorou nos últimos seis meses (31,6% na pesquisa anterior) e para 28,6%, piorou (31%).

Nesses três itens, a maior parte dos entrevistados acredita que a situação vai melhorar nos próximos seis meses, embora os percentuais sejam menores do que os apurados um ano atrás.

Foram entrevistadas 2 mil pessoas, de 18 a 22 de julho, em 134 municípios.