Home Política Apesar de aproximação do PSD com base de Dilma, PT paulistano quer distância de Kassab

Apesar de aproximação do PSD com base de Dilma, PT paulistano quer distância de Kassab

Encontro estadual autorizou alianças com o partido do prefeito da capital e deu origem a polêmica
Publicado por raoniscan
17:37
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Vereador Antônio Donato, presidente municipal do PT: “Em São Paulo não tem aliança” (Foto: Cesar Ogata / PT-São Paulo)

São Paulo – Antes mesmo da criação do Partido Social Democrático (PSD), liderado pelo prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, o apoio da nova legenda já está sendo disputado nos bastidores dos demais partidos. No sábado (18), em uma convenção do PT paulista, ficou claro o desejo da legenda em contar com apoio dos parlamentares da nova sigla na base aliada do governo da presidenta Dilma Rousseff. Durante o evento petista, que contou com a presença do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, uma resolução que proibia coligação entre PT e candidatos do PSD em São Paulo foi submetida à votação dos participantes. Após a apuração de um empate, ficou estabelecido que o PT poderá apoiar ou receber apoio da nova legenda na futuras eleições municipais de 2012.

Ainda que nenhuma cidade específica tenha sido mencionada, o alerta foi aceso para o diretório paulistano do PT. Com ideias avessas às de Lula, o presidente do PT-SP, vereador Antônio Donato, garantiu que “em São Paulo não vai ter aliança com o PSD, isso já está aprovado”. No entanto ressaltou que “não vê o menor problema” na participação dos parlamentares que ingressarão no PSD na base aliada do governo federal.

A possibilidade também foi descartada por Kassab, que agradeceu ao PT  pela decisão de não proibir alianças com o seu PSD, mas também não negou coligação em âmbito nacional. Em sabatina ao jornal Folha de S. Paulo, nesta segunda-feira (20) o prefeito afirmou amigavelmente “que existe compreensão do PT em relação à importância do PSD no cenário da democracia brasileira”.

Mesmo com a negativa de uma associação com Kassab para São Paulo, há uma corrente no PT adepta do “quanto mais apoio melhor”, e tenta diminuir resistências enfrentadas por uma articulação até com o atual prefeito. Essa hipótese poderia parecer absurda para a maioria dos petistas. Mas muita gente interpretou nesse sentido as declarações de Lula no encontro de sábado. O ex-presidente instruiu os companheiros a “detectar os possíveis aliados para fazer frente aos antagônicos”.

A possibilidade de aproximação povoou o noticiário no início do ano, quando Kassab iniciou o cortejo a lideranças do PSB e do PCdoB, aliados históricos do PT. À época, a hipótese de uma aliança chegou a ser noticiada, mas descartada a seguir. Na última eleição municipal, em 2008, Kassab disputou o segundo turno com a ex-prefeita Marta Suplicy, atualmente senadora por São Paulo.

Kassab anunciou, no domingo (19), em seu perfil no Twitter, que já conta com mais de 1,2 milhão de assinaturas para a criação do PSD. Teoricamente só são necessários 500 mil nomes em apoio. A coleta é uma das etapas exigidas pela Justiça Eleitoral para o registro de uma legenda.

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