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Oposição diz ter alcançado acordo para instalar CPI dia 30

Senadores do DEM negociam com o líder do governo, Romero Jucá, para garantir início dos trabalhos da comissão que pretende investigar a Petrobras
por anselmomassad publicado , última modificação 19/06/2009 11h55
Senadores do DEM negociam com o líder do governo, Romero Jucá, para garantir início dos trabalhos da comissão que pretende investigar a Petrobras

Arthur Virgílio diz aceitar deixar relatoria da CPI das ONGs, mas apresentou plano de trabalho como titular do cargo (Foto: Geraldo Magela)

O senador José Agripino (RN), líder do Democratas, afirmou, no Plenário do Senado, que o líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), concorda com a instalação da CPI da Petrobras, desde que as oposições devolvam ao governo a relatoria da CPI das ONGs. Ele informou que o assunto já foi tratado com o líder do PSDB, Arthur Virgílio (AM), e disse acreditar que ele não será empecilho a um acordo. Virgílio foi indicado para a relatoria das CPI das ONGs no último dia 9 no lugar do senador Inácio Arruda (PCdoB-CE), que ocupava o posto por indicação da base do governo.

"O líder do governo, Romero Jucá, já me colocou que se nós abríssemos mão da relatoria da CPI das ONGs eles concordariam em instalar a CPI da Petrobras", explicou Agripino. "Então, vamos fazer isso", concluiu. O oposicionista avalia que a proximidade do recesso parlamentar, no mês de julho, não vai esfriar o tema. "Não adianta o governo achar que o menor desgaste para ele é brigar para não instalar a CPI. Ela vai ser instalada", garantiu José Agripino.

Uma nova reunião de instalação da CPI foi agendada para dia 30. A data foi escolhida, segundo a Agência Senado, porque coincide com a volta de Heráclito Fortes (DEM-PI), presidente da CPI das ONGs, depois de licença médica.

Arthur Virgílio disse que a oposição está aberta a discutir a abrir mão da relatoria da CPI das ONGs. "O que nós não podemos prescindir é de fazer a investigação essencial sobre a Petrobras; os escândalos se sucedem, são graves", insistiu.

Apesar de se dizer disposto a "devolver" a relatoria, ele apresentou um diagnóstico e um plano de trabalho para a comissão voltada a investigar convênios entre ONGs e o poder público. Virgílio listou organizações e prefeituras do PT que deveriam ser objeto de inquérito, segundo a visão do tucano.