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Após avanço da Palestina na ONU, Israel sinaliza expansão de assentamentos

por Redação da RBA publicado 30/11/2012 18h42, última modificação 30/11/2012 19h01

São Paulo – Menos de 24 horas após o reconhecimento da Palestina como Estado observador pela Assembleia Geral das Nações Unidas, o governo de Israel emite sinais de que pretende desafiar a decisão. 

O primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu planeja construir três mil habitações para seus colonos na Cisjordânia ocupada e em Jerusalém Oriental, onde a Autoridade Nacional Palestina (ANP) pretende que seja a capital do Estado Palestino. A informação seria de uma autoridade israelense. O premiê teria ordenado ainda o zoneamento preliminar e planejamento de outras milhares de casas.

Segundo o jornal israelense Haaretz, se o projeto for implementado vai contrariar compromissos assumidos pelo governo israelense, em 2009, com a gestão do norte-americano Barack Obama, de não construir novos assentamentos na chamada área E1, nas proximidades de Jerusalém. O assentamento interromperia a continuidade territorial entre o norte e o sul da Cisjordânia, comprometendo o funcionamento de um futuro Estado palestino.

A resolução das Nações Unidas aprovada ontem vale para toda a Cisjordânia, Jerusalém Oriental e a Faixa de Gaza, que são áreas passíveis de ser incluídas nas negociações de paz e de demarcação territorial.

"Enquanto os palestinos fazem todo o possível para manter a solução de dois Estados viva, inclusive com a nossa votação nas Nações Unidas, ontem (quinta-feira), o governo israelense está fazendo todo o possível para destruí-la", afirmou o negociador palestino, Saeb Erekat, em resposta aos novos planos de assentamentos.

Cerca de 500 mil israelenses e 2,5 milhões de palestinos vivem na Cisjordânia e em Jerusalém Oriental. Israel retirou colonos e soldados da Faixa de Gaza em 2005, após 38 anos de ocupação.

Com agências.