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Dois anos após morte, Néstor Kirchner é lembrança positiva para 72% dos argentinos

por Redação da RBA publicado 27/10/2012 08h36, última modificação 27/10/2012 08h39

Sucedido pela esposa, Cristina Fernández de Kirchner, Néstor é associado ao aumento da independência do país (Foto: Presidência da Argentina)

São Paulo – Exatos dois anos após sua morte, o ex-presidente Néstor Kirchner é lembrado de maneira por 72% dos argentinos. Segundo pesquisa do Ibarómetro publicada hoje (27) pelo jornal Página12, de Buenos Aires, Kirchner é associado a um discurso por igualdade e contra a privatização, marca dos governos que o antecederam. O aumento nos índices de aprovação a sua figura está também associado à morte, já que em seus últimos meses de vida ele sofria  uma taxa de rejeição mais alta.

“A memória coletiva metabolizou a lembrança de Kirchner de forma muito positiva. Inclusive nos assombram os números. O perfil que se foi formando é que era autêntico, teve coragem e lhe reconhecem o amor pelo país”, avalia Ignacio Ramírez, que dirigiu o estudo. “Está bastante claro que teve influência sobre a juventude porque as pessoas lhe atribuem um papel importante em incentivar a participação dos jovens. Também está claro na memória coletiva que brigou por um país mais independente.”

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Dos entrevistados, 21,5% mantêm uma imagem “ruim” ou “muito ruim” de Néstor Kirchner, morto há dois anos de um ataque cardíaco. 64% avaliam que ele conseguiu que a Argentina fosse um país mais independente, ideia provavelmente associada à quitação da dívida com o Fundo Monetário Internacional (FMI) e à renegociação com o Clube de Paris. 61,% consideram que o ex-presidente lutou por um país mais justo.

À pergunta “como deveria ser recordado?”, 63,3% entendem que se trata de um presidente valente que enfrentou interesses poderosos, contra 23,7% que apontam Kirchner como alguém que dividiu o país, e 13% que não souberam opinar.