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Argentina condena 14 militares da ditadura à prisão perpétua

Eles teriam sido responsáveis por crimes contra 90 pessoas em campo de detenção clandestino
por Agência Brasil publicado 13/09/2012 09h22, última modificação 13/09/2012 09h22
Eles teriam sido responsáveis por crimes contra 90 pessoas em campo de detenção clandestino

Brasília – O Tribunal Oral Federal da cidade de Bahia Blanca, no Sul da Argentina, condenou ontem (12) 14 militares da reserva e ex-policiais à prisão perpétua por crimes contra a humanidade cometidos contra 90 pessoas durante a ditadura militar (1976-1983). Todos os condenados pertenciam ao Exército ou às forças de segurança e deverão cumprir a pena em regime comum no Serviço Penitenciário Federal.

Os réus foram condenados pelos crimes de privação ilegal de liberdade, tortura e homicídio em um campo de detenção clandestino instalado em Bahia Blanca. As 14 pessoas condenadas foram acusadas de envolvimento com 90 pessoas levadas ao campo denominado La Escuelita (A Escolinha, em português).

Dois casos emblemáticos sobre essa ação são os desaparecimentos de duas mulheres, grávidas, que foram sequestradas e levadas até o campo clandestino. A estimativa é que cerca de 30 mil pessoas desapareceram ou foram mortas durante a ditadura na Argentina.