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Em sua última Cúpula do Mercosul, Lula exalta união entre países sul-americanos

por Elaine Patricia Cruz, da Agência Brasil publicado , última modificação 17/12/2010 12h52

Presidente Lula discursa durante reunião plenária da 40ª Cúpula do Mercosul (Foto: Ricardo Stuckert/PR)

Foz do Iguaçu – A união dos países sul-americanos foi destacada na noite da quinta-feira (16) pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no discurso que fez na cerimônia de encerramento da reunião do Mercosul, na cidade de Foz do Iguaçu. 

O evento marcou o encerramento da agenda internacional do presidente, que passa o cargo para Dilma Rousseff no dia 1º de janeiro. O Mercosul passa agora a ser presidido pelo presidente do Paraguai, Fernando Lugo.

A questão social foi o principal tema da última reunião de Lula no comando do Mercosul. De acordo com Lula, os países da América do Sul só começaram a aumentar suas conquistas e a vencer os obstáculos quando "tiveram coragem de dizer que queriam ser donos de suas decisões" e quando pararam de disputar para ver qual país "era mais amigo dos Estados Unidos".

Essa luta, segundo Lula, começou com os sectários, os esquerdistas, os sindicalistas e os sem-terra, que gritavam que "não era possível a gente se subordinar a um acordo de livre comércio tendo como mola-mestra os Estados Unidos".

O presidente disse ainda que os países desenvolvidos como os Estados Unidos e os da União Europeia deveriam olhar para a América do Sul para saber como o Mercosul foi construído. “Seria bom que eles olhassem para nós e vissem como nós conseguimos fazer do Mercosul um centro de desenvolvimento extraordinário".

Num recado às grandes nações, Lula também falou da importância dessa união existente entre os países do Mercosul. "A paz não tem preço e faremos qualquer coisa para que a paz permeie a ação de todos nós. Aqui não falamos em bomba nuclear ou guerras", afirmou. 

Segundo Lula, os países da América do Sul mostraram sua força durante a crise econômica mundial, apresentando altas taxas de crescimento, e citou particularmente o caso dos países membros do Mercosul cujas taxas variaram entre 7,7%, do Brasil, até 9,7%, do Paraguai.

De acordo com o presidente, o que ocorreu nos países da América do Sul nos últimos anos é "um legado que é uma conquista" do povo e que, independentemente dos próximos presidentes, isso deve permanecer. "Qualquer que seja, o presidente que vier, e digo pela minha presidenta que vai tomar posse no dia 1º de janeiro: ela vai ser igual ou melhor do que qualquer um de nós aqui, porque ela tem, em sua origem, um sonho de conquista da democracia". 

Em seu discurso, Lula anunciou que vai ser criado um fundo de investimento específico para apoiar as atividades da Cúpula do Mercosul e promover maior atividade social. O presidente também ressaltou a importância da Universidade de Integração Latino-Americano (Unila).

"Ela acabou de entrar em funcionamento bem aqui, em Foz do Iguaçu, em instalações cedidas pela Binacional Itaipu. Essa universidade reúne professores e alunos de toda a América Latina, dedicados a estudar os projetos de integração regional em seus mais variados aspectos", disse.

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