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Fidel defende Evo Morales para Nobel da Paz

Ex-presidente cubano elogia prêmio dado a Barack Obama e afirma que raciocínio de enfrentamento ao racismo deve ser seguido também no caso do boliviano
por Nelson Acosta publicado , última modificação 16/10/2009 11h25
Ex-presidente cubano elogia prêmio dado a Barack Obama e afirma que raciocínio de enfrentamento ao racismo deve ser seguido também no caso do boliviano

Para Fidel Castro, Evo Morales merece o prêmio também pela atuação nas áreas de educação e de saúde (Foto: David Mercado. Reuters)

HAVANA  - O ex-presidente cubano Fidel Castro disse nesta sexta-feira (17) em um artigo que o líder boliviano, Evo Morales, merece um Prêmio Nobel da Paz, mas destacou as virtudes de Barack Obama, cuja conquista do Nobel este mês gerou críticas e elogios no mundo todo.

Fidel havia qualificado de "medida positiva" o Nobel da Paz dado ao presidente norte-americano e disse que compensava a "derrota" que Obama sofreu ao não conseguir ajudar Chicago a ser eleita a sede dos Jogos Olímpicos de 2016.

"Se deram a Obama o Nobel por ganhar as eleições em uma sociedade racista, apesar de ser afro-americano, Evo merece por ganhar as eleições em seu país, apesar de ser indígena, e ainda cumprir o prometido", disse Fidel em um texto publicado na imprensa local.

Fidel Castro, de 83 anos, foi substituído no poder há cerca de 19 meses por seu irmão Raúl, mas se mantém politicamente ativo através de editoriais que publica na mídia estatal da ilha.

Em sua coluna mais recente, Fidel elogiou Morales, um dos principais aliados de Cuba na região, e recordou a dura infância do presidente indígena, assim como as reformas empreendidas em um dos países mais pobres do hemisfério.

"Pela primeira vez em ambos os países um ou outro de sua etnia (Obama e Morales) chegam à presidência", afirmou.

O líder histórico da revolução cubana advertiu que nem sempre compartilha as posições dos que escolhem os vencedores do Nobel e destacou as qualidades de Morales em um país que erradicou o analfabetismo e estendeu os serviços de saúde desde sua chegada ao poder em 2006.

"Por que não lhe dão um Prêmio Nobel da Paz? Entendo sua grande desvantagem: ele não é o presidente dos Estados Unidos", afirmou o ex-líder cubano.

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