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Presidente da Corte Suprema de Justiça da Bolívia é suspenso

Deputados governistas consideram que Eddy Fernández deu mostras de querer retardar o trabalho de investigação e julgamento dos massacres ocorridos durante a gestão de Sanchez de Losada
por João Peres, da RBA publicado , última modificação 14/05/2009 19h03
Deputados governistas consideram que Eddy Fernández deu mostras de querer retardar o trabalho de investigação e julgamento dos massacres ocorridos durante a gestão de Sanchez de Losada

 

O presidente da Corte Suprema de Justiça da Bolívia, Eddy Fernández, está suspenso desde esta quinta-feira (14) por causa de uma decisão tomada pela Câmara. Ele é o responsável por analisar o caso do massacre de 67 civis durante o governo de Gonzalo Sanchez de Losada. 

Como a oposição tentou deixar a sessão sem quorum, os governistas não tiveram dificuldades em aprovar a medida, que agora segue para o Senado. Os parlamentares se baseiam na Lei Processual para o Julgamento de Altas Autoridades do Poder Judiciário, segundo a qual a negação ou o retardo de justiça é considerado um delito. 

O deputado René Martinez, do Movimento ao Socialismo, partido do presidente Evo Morales, ressaltou que já se passaram seis anos do fato ocorrido na cidade de El Alto, ao lado de La Paz, e até agora o caso não caminhou. 

O Judiciário boliviano enfrenta graves problemas nos últimos anos. O Tribunal Constitucional está prestes a completar 24 meses de paralisia depois que todos os magistrados, exceto uma, pediram exoneração dos cargos alegando sofrer pressões do Executivo. Agora, caso se confirme a suspensão do presidente da Corte Suprema de Justiça, mais um órgão ficará parado por falta de quorum.

Com informações da Agência Boliviana de Informação.

 

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