Ensino em risco

Future-se causa indignação entre reitores de instituições federais do Rio Grande do Sul

Em seminário realizado em Porto Alegre, comunidade acadêmica rejeita proposta e anuncia mobilização nacional para o dia 13 de agosto

TVT/Reprodução
De acordo com a CNTE, dia 13 de agosto será marcado por mobilizações e paralisações em defesa da educação pública e também em oposição à "reforma" da Previdência

São Paulo – Lançado na semana passada pelo Ministério da Educação (MEC), o programa Future-se trouxe preocupação para reitores de universidades públicas e institutos federais. Em seminário realizado nesta quarta-feira (24), em Porto Alegre, para debater a proposta do governo Bolsonaro, a comunidade acadêmica aponta que o programa pode acabar com a gratuidade do ensino público federal.

Estruturado em dispositivos do mercado financeiro, o Future-se propõe que a gestão das universidades passe a ser feita com apoio de organizações sociais relacionadas ao governo. “Se isso se confirmar, nós estamos frente a uma forma de privatização por dentro da universidade”, contesta o reitor da Universidade Federal do Rio de Grande do Sul (Ufrgs), Rui Oppermann, em entrevista ao Seu Jornal, da TVT.

O modelo também é alvo de críticas por parte dos alunos das instituições públicas. O presidente do Diretório Central dos Estudantes (DCE) do Instituto Federal do Rio Grande do Sul (IFRS), Cleiton Policena, avalia que o programa deve ampliar a desigualdade e impedir o acesso da população mais pobre e de baixa renda. “A gente entende o Future-se como Fatura-se”, ironiza. “Ele (programa) é uma forma de nos tirar, os estudantes, de dentro das universidades, estamos completamente contra esse projeto. Não vamos deixar ele passar e vamos lutar até o fim”, afirma Policena.

Em defesa da educação pública, as universidades e institutos federais vão aderir à mobilização do dia 13 de agosto, convocada pela Confederação Nacional dos Trabalhadores da Educação (CNTE).

Assista à reportagem da TVT