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Produção industrial começa ano pior do que no início de 2019, ano do ‘pibinho’

Setor de máquinas e equipamentos é destaque positivo. Atividade extrativa desaba, principalmente minério de ferro

Reprodução
A produção de minério de ferro é um dos destaques de baixa, aponta o IBGE

São Paulo – A produção industrial cresceu de dezembro para janeiro (0,9%), mas continua apresentando resultado negativo tanto na comparação anual (-0,9% ante janeiro de 2019) como no acumulado em 12 meses (-1%). Os dados foram divulgados nesta terça-feira (10) pelo IBGE.

Depois de duas quedas mensais seguidas na produção, o instituto apurou crescimento em 17 dos 26 ramos industriais e em três das quatro categorias. Destaque para máquinas e equipamentos (11,5% de dezembro para janeiro), veículos automotores, reboques e carrocerias (4%), metalurgia (6,1%) e produtos alimentícios (1,6%). Entre as quedas, o segmento de indústrias extrativas caiu 3,1%, o quinto mês consecutivo de retração.

Na comparação com janeiro de 2019 – início do ano que terminou com o “pibinho” de 1,1% – , o IBGE registrou resultados negativos em duas das quatro categorias, em 13 dos 26 ramos, 36 dos 79 grupos e 48,7% dos 805 produtos. O maior impacto veio da área de indústrias extrativas (-15%), com pressão do item minérios de ferro. O setor de veículos automotores recua 0,8%.

Em 12 meses, a produção cresce em produtos de metal (4,2%) bebidas (4,1%), coque/petróleo (2,7%), veículos automotores (2,3%) e produtos alimentícios (2%), entre outros. E cai em indústrias extrativas (-11,1%), manutenção/reparação de máquinas e equipamentos (-9,1%), perfumaria/limpeza (-4,3%) e papel/celulose (-3,4%).