Show neste sábado

‘Música popular bacana’ de Blubell e Black Tie no Sesc Santo Amaro

Cantora paulistana e trio multi-instrumentalista transformam em jazz clássicos do rock e do samba

Gal OPido/Divulgação
MPB

A cantora e o trio fazem única apresentação neste sábado

The Who, Nelson Cavaquinho, The Beatles, Edith Piaf e Michael Jackson caem muito bem na voz de uma cantora de jazz à la anos 1950. É o que mostra o trabalho conjunto da cantora paulistana Blubell com o trio Black Tie, que se apresentam neste sábado no Sesc Santo Amaro.

O clássico My Generation, da banda britânica The Who, ganhou violoncelo e um certo ar retrô; o samba Luz Negra, de Nelson Cavaquinho e Amâncio Cardoso, combinou muitíssimo bem com Love For Sale, de Cole Porter. No disco Blubell & Black Tie,a voz delicada e marcante da cantora cai como uma luva na francesa La Vie em Rose, de Edith Piaf, e na balada Ben, de Michael Jackson. It’s Oh, So Quiet, lançada em 1951 por Betty Hutton e regravada pela islandesa Bjϊok, reafirma, em música, a aparência vintage da intérprete. Ao ouvir Those Were The Days, impossível não lembrar do Show de Calouros, de Sílvio Santos.

“A gente pegou coisas que gosta, que a gente canta no chuveiro e que ficariam interessantes nesta instrumentação”, afirma Blubell, que chama de “pop de câmara” o repertório eclético do álbum – em mistura de estilos, origens e épocas.

“É um disco de MPB – música popular bacana”, brinca Mário Manga, do Black Tie. Mesmo sendo de uma geração diferente e tendo uma bagagem artística bem maior que a da cantora, o trio parece ter “nascido” para tocar com a paulistana.

O equilíbrio muito bem executado entre o elegante e o clássico com o pop despojado não é por acaso. Black Tie traz na bagagem anos de experiência com o Música Ligeira, antigo grupo multi-instrumental de Manga e Fábio Tagliaferri que fazia música requintada e bem humorada nos anos 1990. Eles tocavam de João Gilberto a Steve Wonder, passando por Beatles e Chico Buarque, tudo com tiradas musicais engraçadas. A banda acabou em 2005, quando um dos integrantes, Rodrigo Rodrigues, morreu com leucemia.

No retorno aos palcos, Manga e Tagliaferri se juntaram a Swami Jr. É outra banda, mas comparações são inevitáveis: eles mantém o “jeito” Música Ligeira de tocar, com arranjos descolados , porém mais camerísticos.

Blubell, nome artístico de Isabel Garcia, começou a carreira em bandas independentes, passou pelo Funk Como Le Gusta, fez jingles publicitários e lançou seu primeiro álbum Slow Motion Ballet em 2007. No disco Eu Sou do Tempo em que a Gente se Telefonava, de 2011, ela é acompanhada pelo quarteto de jazz À Deriva. Blubell & Black Tie, lançadoem março deste ano, ganhou como Melhor Álbum de Língua Estrangeira no 24° Prêmio de Música Brasileira.

Show Blubell & Black Tie
• Dia 20 de julho, sábado, às 20h
• Sesc Santo Amaro – Rua Amador Bueno, 505
• De R$ 5 a R$ 20
Assista o aperitivo