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Agricultores de Brumadinho temem não poder mais vender produção

Deputados e senadores articulam CPI no Congresso. Comissão na Câmara deve ouvir presidente da Vale e representantes de outros órgãos hoje
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11:48
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Eduardo Anizelli/Folhapress
lama vale brumadinho

Lamaçal da Vale matou pessoas e animais, destruiu casas, matou um rio e ameaça a agricultura em Brumadinho

São Paulo – Agricultores de Brumadinho (MG), onde o rompimento de barragem da Vale  deixou centenas de mortos e contaminou totalmente o rio Paraopeba, temem não conseguir mais vender suas produções. “Vários agricultores tiveram suas hortas atingidas diretamente. Outros, que captavam água do rio Paraopeba, não conseguem irrigar suas plantações. Outros ainda não têm mais o caminho para comercializar seus produtos. Sem contar que Brumadinho ficou conhecida no mundo por essa tragédia e ninguém vai confiar de comprar alimentos produzidos em uma região contaminada”, relatou a agricultora Carolina de Moura Campos à TVT.

Segundo reportagem do jornal Folha de S.Paulodocumento interno da Vale, de outubro do ano passado, estimava quanto custaria, quantas pessoas morreriam e quais seriam as possíveis causas de um eventual rompimento daquela barragem, que acabou ocorrendo em 25 de janeiro. Ontem (13), em Brasília, deputados e movimentos sociais debateram o caso.

O Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) fez vários avisos sobre risco de rompimento de barragens distribuídas em outras cidades mineiras. “Destaque para Congonhas, que tem 24 barragens em torno do município. E a maior delas é a barragem de Casa de Pedras, que está acima do município, há apenas 250 metros das casas. É a maior barragem do mundo próxima de um núcleo urbano”, explicou o militante do MAB Thiago Alves.

Nesta quinta-feira (14), o presidente da Vale, Fábio Schvartsman, deve ser ouvido em Brasília. Além dele, serão ouvidos o Ministério Público, o Ibama, a Agência Nacional de Mineração e a Secretaria de Meio Ambiente de Minas Gerais.

Na próxima segunda (18), serão ouvidos o Ministério de Minas e Energia e a Agência Nacional de Águas (ANA). Os deputados também avaliam a criação de uma CPI para investigar os motivos que levaram ao rompimento da barragem, garantir que as famílias sejam indenizadas e que os responsáveis sejam punidos. Já foram recolhidas 230 assinaturas na Câmara e 40 no Senado.

Acompanhe a reportagem da TVT