Você está aqui: Página Inicial / Política / 2018 / 04 / Prefeitura de Curitiba fala em 'transtorno' e quer tirar Lula da Superintendência da PF

Pressão

Prefeitura de Curitiba fala em 'transtorno' e quer tirar Lula da Superintendência da PF

Procuradoria do Município usa informações da mídia tradicional para justificar o pedido à Justiça
por Redação RBA publicado 13/04/2018 18h46, última modificação 13/04/2018 19h08
Procuradoria do Município usa informações da mídia tradicional para justificar o pedido à Justiça
Ricardo Stuckert
curitiba

Manifestantes no acampamento por "Lula livre" em Curitiba: prefeitura vê transtornos

São Paulo – A Procuradoria-Geral do Município de Curitiba quer que a Justiça transfira o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que desde sábado (7) está preso na Superintendência da Polícia Federal (PF), na capital paranaense. O órgão alega "transtorno" à população que mora no entorno e usa notícias da imprensa tradicional para justificar o seu pedido. O prefeito de Curitiba é Rafael Greca (PMN).

Na petição, assinada pela procuradora-geral, Vanessa Volpi Bellegard Palácios, pede-se a transferência de Lula "para o cumprimento da pena em local seguro e adequado às circunstâncias do caso, restabelecendo-se a ordem, o direito de ir e vir e a segurança da população". Ela afirma que a sede da PF se localiza em um bairro (Santa Cândida) residencial e acrescenta que o local "não possui estrutura para custodiar um ex-Presidente da República".

A procuradora diz ainda que o próprio Sindicato dos Delegados da Polícia Federal do Paraná defendeu a transferência. A medida é considerada preocupante por defensores do ex-presidente.

Em sua argumentação, Vanessa Palácio afirma que no próprio dia 7 (em pleno sábado), o município obteve decisão liminar (interdito proibitório) para evitar manifestações em ruas que davam acesso ao prédio da PF, além de proibir "estruturas e acampamentos" na cidade sem autorização. E acrescenta que ainda assim manifestantes contrários à prisão de Lula organizaram um acampamento nas proximidades, descumprindo a ordem e "causando muitos transtornos aos moradores, ao trânsito e ao comércio da região".

Ela tenta comprovar as afirmações com notícias da imprensa local. Até agora, não se viu o "transtorno". A única ação mais violenta foi justamente a da polícia contra manifestantes que se concentram pacificamente naquela área.