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Força-tarefa da oposição tenta abrir várias frentes de investigação sobre o governo

por Redação da RBA publicado 02/08/2011 17h53, última modificação 02/08/2011 18h15

São Paulo – A oposição à direita e à esquerda do governo federal trabalha nesta semana para abrir várias frentes de investigação de supostas irregularidades cometidas em ministérios e autarquias. Enquanto segue trabalhando no Congresso pela convocação de ministros, o PPS apresentou requerimento à Câmara pedindo que o Tribunal de Contas da União (TCU), órgão auxiliar do Legislativo, apure denúncias sobre o Ministério da Agricultura e a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

“Já tivemos denúncias na Casa Civil, Ministério do Turismo, Ministério dos Transportes e agora o da Agricultura”, disse o líder do partido na Câmara, Rubens Bueno (PR). Bueno se refere a uma declaração de Oscar Jucá Neto, que até a última semana era diretor-financeiro da Conab. a uma revista semanal, em que acusa haver um consórcio entre PMDB e PTB para arrecadar dinheiro no órgão. 

Irmão de Jucá Neto, o líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), afirmou que o governo aceitará convites, e não convocações. O líder classificou como “destempero” a declaração de seu irmão, manifestou apoio ao ministro, também peemedebista, e indicou que o melhor é prestar os esclarecimentos necessários. “Eu não aprovo a atitude do meu irmão, já disse isso publicamente. Pedi desculpas à presidente, pedi desculpas ao ministro.”

Outras frentes

Ao mesmo tempo, parlamentares do PSDB, PPS e DEM garantem estar perto de garantir o número necessário de assinaturas para a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) no Senado sobre a corrupção no Executivo de maneira geral. “Uma CPI é o melhor instrumento de fiscalização que o Congresso tem para investigar tudo”, afirma Álvaro Dias, líder do PSDB. Tucanos e democratas pretendem, ainda, insistir para que os pedidos de investigações protocolados na Procuradoria-Geral da República sejam analisados, bem como as ações diretas de inconstitucionalidade a que deram entrada no Supremo Tribunal Federal (STF).

A outra ofensiva diz respeito ao convite a ministros. As pastas de Cidades, de Minas e Energia, do Desenvolvimento Agrário e da Agricultura são as que estão no alvo dos senadores, além do Ministério dos Transportes, em foco desde as denúncias contra o ex-ministro Alfredo Nascimento, agora de volta ao Senado. 

A respeito do novo ministro, Paulo Sérgio Passos, um setor da oposição afirma haver obtido documentos que mostram um esquema de cobrança ilegal de comerciantes da Feira da Madrugada, no bairro do Brás, em São Paulo. O deputado federal Ivan Valente (PSOL-SP) anunciou em sua página na internet que protocolou no Ministério Público Federal um pedido de investigação por peculato e corrupção passiva contra Passos. Segundo o parlamentar, papéis relativos ao período entre maio e julho do ano passado mostram ameaças e extorsões praticadas por Ailton Vicente de Oliveira, que atuaria como administrador da feira, sob responsabilidade dos Transportes. 

“Há vários documentos assinados em conjunto por funcionários do Ministério dos Transportes e por este cidadão, que usurpou de função pública para obter vantagens, e sérios indícios de peculato e corrupção passiva praticados pelo ministro”, afirma Valente. 

Com informações da Agência Brasil e da Agência Senado.