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Agora líder nas pesquisas, Agnelo vira alvo em debate no DF

Candidatos de menor projeção mudam a direção dos ataques de Roriz para o petista
por Thalita Pires, da RBA publicado , última modificação 15/09/2010 14h14
Candidatos de menor projeção mudam a direção dos ataques de Roriz para o petista

Rio de Janeiro - O debate entre os candidatos ao governo do Distrito Federal realizado na noite de terça-feira (14) pelos Diários Associados (grupo ao qual o Correio Braziliense pertence) marcou uma mudança no alvo dos ataques mais duros perpetrados pelos adversários. Até agora, Joaquim Roriz (PSC) era o mais questionado, mas a troca na liderança das pesquisas de intenção de voto colocaram Agnelo Queiroz (PT) como a nova vidraça.

De acordo com o Ibope, em pesquisa divulgada no fim de semana, Roriz tem 30% das intenções de voto, enquanto Queiroz aparece com 43%. O ex-governador espera sua candidatura ser julgada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), depois de ter sido barrada com base na Lei da Ficha Limpa. Em 2007, ele renunciou ao cargo de senador para escapar de cassação de mandato.

Durante o debate, no bloco em que os candidatos formulavam perguntas para seus adversários, Roriz pediu para Toninho (PSOL) esclarecer o que quis dizer com a afirmação de que Agnelo estaria cercado por traidores. O candidato aproveitou a deixa para atacar o adversário com virulência. “Tenho questionado que o Agnelo fez uma aliança que não é da tradição do PT, partido do qual fui fundador. Hoje, as alianças são sem qualquer critério com setores do PMDB que tem ficha suja e estão respondendo a inquéritos na polícia", afirmou Toninho.

Na tréplica, Roriz elogiou a resposta do candidato do PSOL e acrescentou que “pessoas que estão hoje com o PT e participaram do meu governo não eram traidoras naquela época. Se foram para o outro lado é pelo oportunismo”.

Agnelo também foi questionado sobre as denúncias de corrupção envolvendo o Ministério dos Esportes durante sua gestão. O petista respondeu que nenhuma investigação citou seu nome de fez questão de declarar-se “ficha limpa”. Na defensiva, declarou: “estão tentando desmoralizar minha candidatura com esses argumentos e essa pergunta me ajuda a esclarecer a calúnia gerada pelo desespero do candidato derrotado”.

Roriz

Apesar dos ataques estarem concentrados na candidatura petista, Joaquim Roriz teve que responder sobre a possibilidade de sofrer derrotas jurídica e eleitoral nessas eleições. O candidato do PSC demonstrou confiança no julgamento do Supremo em relação à validade da sua candidatura. Sobre as pesquisas desfavoráveis, desconversou: “Acabei de receber uma pesquisa que me coloca em vantagem”.