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Prefeito de São Paulo sanciona lei contra violência nas escolas

Para vice-presidente do Sindicato dos Psicólogos do Estado de São Paulo, Fabio Souza essa forma de combater a violência é equivocada
por Rodrigo Rodrigues publicado 22/07/2009 12h07, última modificação 22/07/2009 12h15
Para vice-presidente do Sindicato dos Psicólogos do Estado de São Paulo, Fabio Souza essa forma de combater a violência é equivocada

O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, sancionou nesta segunda-feira (22) o projeto de lei que combate o bullying nas escolas públicas e particulares do município. O bullying é o termo em inglês usado para classificar os casos de violência, preconceito e discriminação dentro das unidades escolares.

A partir de agora, chamar os colegas de gordo ou quatro olhos ou até mesmo os casos de violência física, por exemplo, poderão ser repreendidos pelas escolas. A intenção do projeto do vereador Gabriel Chalita (PSDB-SP), é qualificar os professores para identificarem esses casos de preconceito.

Entretanto, o vice-presidente do Sindicato dos Psicólogos do Estado de São Paulo, Fabio Souza, diz que o bullying é um problema que precisa ser combatido com estrutura educacional, não em forma de lei.

"Se não houver uma boa estrutura vai ser muito difícil lidar com a diferença, ajudar a escola a entender o porquê daquelas crianças ou professores serem alvo de violência. Entender qual a estrutura de educação e quais são os profissionais interdisciplinares, psicólogos e assistentes sociais ou outros que possam dar o apoio, isso seria importante. Mas sei se isso precisa ser objeto de lei e sim de um plano estadual ou municipal que não tem ", diz Fabio.

O psicólogo Fábio Souza também critica a atuação do vereador Gabriel Chalita, autor da lei do bullying. Segundo ele, Chalita foi secretário estadual de Educação durante cinco anos do governo Alckmin e nada fez para diminuir a violência nas escolas.

"Se o Chalita não forneceu estrutura e produziu esse fracasso escolar, muito me estranha ver o mesmo vereador propor o projeto que combata violência na escola. Se os pais, as crianças, os jovens e adolescentes tiverem na comunidade escolar rede de proteção social, com unidade básica que converse com a escola. Com certeza o diálogo dessa comunidade será diferente."

A lei municipal contra o bullying sancionada pelo prefeito prevê a capacitação dos professores e pais de alunos na orientação contra essas práticas de preconceito. Entretanto, o projeto nada diz sobre a obrigatoriedade da administração em disponibilizar verbas para esses programas.

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